Política

Deputados tentam explicar confusão em comissão do impeachment

A confusão aconteceu no fim de uma audiência na comissão que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff - foto: divulgação

A confusão aconteceu no fim de uma audiência na comissão que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff – foto: divulgação

O deputado Caio Nárcio (PSDB-MG) negou nesta quinta (31) ter empurrado o colega Ivan Valente (PSOL-SP) no fim de uma audiência na comissão que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na noite anterior.

O deputado enviou à reportagem um vídeo feito por uma rede de TV. A gravação mostra Nárcio sendo empurrado por Valente após ser provocado. Pelo ângulo em que foi filmada, a gravação não deixa claro quem começou a agressão.

Valente falava com jornalistas e Nárcio estava ao seu lado quando começou o empurra-empurra. De onde estava, a reportagem viu Nárcio empurrar o ombro de Valente, e narrou isso em texto. O deputado do PSOL também empurrou Nárcio.

“As imagens falam por si. Como mostra esse vídeo, eu fui agredido fisicamente por Ivan Valente quando disse que o seu partido, o PSOL, virou um puxadinho do PT”, disse Nárcio, em nota.

“Sou contra a violência e abomino as tentativas de intimidação física, como a que sofri ontem. Não vão nos calar e nem vamos permitir que a força física e a brutalidade prevaleçam sobre o debate das ideias”, declarou.

À reportagem Valente disse que Nárcio “veio empurrando” e então ele reagiu.

“Ele é o agressor, ele que provocou o tumulto. Ficou gritando no microfone enquanto eu estava dando entrevista. Ele estava impedindo a gente de falar”, afirmou Valente.

“Aí teve o empurra-empurra porque ninguém aguenta alguém gritando no seu ouvido. Ele veio empurrando e aí eu reagi, é óbvio.”

Por Folhapress

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