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Deputados do Amazonas de olho na direção das novas siglas

Deputado Dermílson Chagas anuncia saída do PDT e se apresenta como presidente regional do Partido Novo. Ele evita falar em eleições 2016 - foto: Divulgação/Danilo mello

Deputado Dermílson Chagas anuncia saída do PDT e se apresenta como presidente regional do Partido Novo. Ele evita falar em eleições 2016 – foto: Divulgação/Danilo Mello

Aparentemente, eles afirmam não ter nenhuma pretensão eleitoral no pleito municipal de 2016. Mas, correm contra o tempo para se viabilizar nos dois novos partidos registrados nesta última semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): o Novo e a Rede Sustentabilidade. Os deputados estaduais Dermílson Chagas, Francisco Souza (PSC), Platiny Soares (PV) e Luiz Castro (PPS) já estão com as fichas de filiações prontas para serem assinadas.

Dermílson, que alega não ter mais espaço no PDT, seu ex-partido, se filiou ao Partido Novo e já fala como novo presidente da sigla no Amazonas. Ele afirmou que tinha muitos problemas no PDT, que tem como figura ilustre o ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes. Um desses problemas, relatou, surgiu quando ainda era superintendente regional do Trabalho e teve que fazer uma fiscalização na empresa do presidente regional do PDT, Stones Machado. Por conta da ação, passou a sofrer retaliações internamente.

O deputado não descarta a possibilidade de apresentar seu nome à disputa majoritária. Mas, nesse momento, frisou, o foco é filiar militantes que queiram concorrer ao pleito dentro do prazo legal, que termina em uma semana, em 2 de outubro. “O partido está correndo contra o tempo, e estamos lutando para conseguir o maior número de filiações. É um partido novo, que as pessoas que estão insatisfeitas com seu atual partido poderão migrar sem perder seu mandato. Estamos conversando com lideranças do interior e apresentando o partido para disputar as eleições de 2016”, contou Chagas.

Outro deputado que está interessado em migrar para o PN é Francisco Souza (PSC). Ele afirmou que essa legenda vem como uma alternativa para um novo projeto político. “Há um desejo no coração, de participar de outro partido. Com o surgimento da Rede e o PN, estamos propícios a aderir a um desses partidos. Existe um convite, ainda que prematuro, que nada está definido em nível de gestão partidária do Partido Novo no Amazonas”, disse o parlamentar.

Souza afirma que a possibilidade de sair do Partido Social Cristão (PSC) é devido a um desejo de participar de um novo momento, com um novo partido, segundo ele, de uma liberdade partidária. Ele acrescentou que o PSC está com uma direção de outro grupo político do qual não faz parte. Recentemente, ele foi expulso do projeto político da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Amazonas (Ieadam), liderada pelo deputado federal Sila Câmara (PSD), quando resolveu fazer apoio contrário ao grupo nas eleições do ano passado.

Desconhece

Apesar de se apresentar como futuro presidente regional do Partido Novo, entusiastas da sigla, que se movimentaram no Amazonas para coletar assinaturas e viabilizar a legenda no período embrionário, desconhecem essa decisão. Um deles, Kléber Romão, disse ao EM TEMPO que, até o momento, não tem conhecimento sobre o comando do partido no Amazonas.

“Ficamos surpresos com a declaração do deputado Dermílson Chagas. Nós participamos de todos os processos e até o momento não fui comunicado em nada pelo diretório nacional. Eu estou aguardando a resposta, e a pessoas com quem falei também não têm conhecimento sobre o possível comando do deputado para o PN”, disse Romão.

Rede começa o processo de filiação

Já a Rede Sustentabilidade, cujo registro foi aprovado na última terça-feira pelo TSE, já tem como certa a filiação do deputado estadual Luiz Castro. Ele anunciou ontem na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) que está de saída do PPS. Castro, inclusive, aparece como uma alternativa de pré-candidatura majoritária da Rede para as eleições de 2016.

Também planejando deixar seu partido que o elegeu deputado estadual no pleito de 2014, Platiny Soares (PV) torce para que a recriação do Partido Liberal (PL) seja aprovada pelo TSE. Ele não esconde que, uma vez registrado esse partido, possa vir a se filiar na legenda.

“Dependendo das propostas, eu posso, sim, ir para o PL ou para outro partido, uma vez que tenho uma divergência dentro do PV. Eu acredito que ele precise de um projeto novo, mas eu vejo que hoje, no Amazonas, o PV tem uma política deturpada”, lamentou Soares.

Platiny afirma que tem uma relação mais antiga com o PL, e o PN surgiu com uma relação mais recente, mas que vem conversado com ambas as bandeiras partidárias. O PL é um partido que conta com o apoio do senador Omar Aziz (PSD).

Por Henderson Martins

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