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Deputados do AM não assinaram pedido de cassação de Cunha

Nem um dos oito deputados federais do Amazonas assinaram o pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolado na última terça-feira (13), pelos partidos Psol e Rede no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da casa.

O deputado Silas Câmara (PSD) disse que não foi procurado por ninguém das legendas responsáveis pela elaboração do documento e por isso não assinou o pedido. “Como o processo está sendo posto por partidos que têm uma representação de extrema esquerda, não chegou até mim. Esse pessoal mais radical procura coletar assinaturas somente dos pares deles”, falou.

Questionado sobre a possibilidade de assinar o pedido de cassação do mandato de Eduardo Cunha,  Pauderney Avelino(DEM) se limitou a dizer que não responderia suposições. Apenas 46 dos 512 deputados federais assinaram o pedido. Deste total, 32 fazem parte do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, a quem Cunha pretende dar início ao processo de impeachment.

“Eu e mais 500 (deputados) não assinamos. Foi um processo encaminhado pelo PSOL, que é puxadinho do PT e apoia o governo. Eu quero saber porque eles não estão condenando o Lula, quando todo mundo sabe que ele roubou o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento)”, ponderou Pauderney Avelino (DEM).

De acordo com o deputado, todos aqueles que erraram devem pagar, mas lembrou que  Dilma já teve suas contas reprovadas e foi condenada no Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto Eduardo Cunha sequer se transformou em réu. “Nós queremos ver o que ele tem a dizer, não tem o documento que prove nada. E não assinei, estou aguardando o desenrolar das coisas, se eu tiver de assinar alguma coisa será o impeachment da Dilma”, avaliou.

A representação protocolada pelo PSOL e pela Rede lista uma série de suspeitas que pesam contra o presidente da Câmara dos Deputados. Uma delas é a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República de que Cunha teria envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Assim como Silas Câmara, Hissa Abrahão (PPS-AM) esclareceu que o pedido de abertura para a cassação do mandato do presidente da Câmara não chegou até suas mãos. Ela ressaltou ainda que não apoia ninguém que esteja envolvido em corrupção.

“É preciso que haja elementos para a saída dele da presidência. O PPS não pode concordar com o desvio de conduta, mas também, não se pode julgar, sem antes, transcorrer o devido processo. Com elementos em mãos, o partido, sem dúvida, pedirá a saída do presidente Eduardo Cunha”, declarou.

Por meio de suas assessorias de imprensa, a deputada Conceição Sampaio (PP) não quis comentar o assunto. Ela afirmou que está preocupada com os desdobramentos da crise na Zona Franca de Manaus. Enquanto Artur Bisneto (PSDB), ausente na sessão da terça por problemas de saúde, disse que apoia o posicionamento do seu partido.

 

A reportagem do EM TEMPO tentou contato com os outros três deputados federais do Amazonas em Brasília para apurar os motivos pelos quais não assinaram o pedido de cassação contra Cunha, mas não obteve sucesso.

Por André Tobias

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