Política

Deputados discutem saída do Aeroclube para fora da área urbana de Manaus

O advogado que representa os empresários que atuam no aeroclube, George Ferreira, disse que seus clientes não se opõem a um novo local – Fotos: Márcio Melo

Representantes das empresas como Parintins Taxi Aéreo, CTA Táxi Aéreo, Rico Táxi Aéreo, assim como de órgãos relacionados à aviação como o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo da quarta região (Cindacta IV), Secretaria municipal do Meio Ambiente (Semmas) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para discutir alternativas de transferência de sede do Aeroclube de Manaus para fora da área urbana da cidade.

De acordo com o deputado Luiz Castro (REDE), os empresários que atuam no transporte aéreo no aeroclube não se opõem na mudança do espaço. “O principal avanço é que o diálogo com as empresas é muito bom, já que eles não são contra a mudança da sede do aeroclube para outro espaço. Eles pedem apenas que não seja um local tão distante da cidade, mas que ofereça mais segurança tanto para os viajantes quanto para os profissionais da área. Esperamos que o Governo se posicione a esse respeito, ajudando no que for preciso para esse deslocamento”, falou o parlamentar.

Alexandre Simões, representante dos moradores da Zona Norte, apontou números que, segundo ele, comprovam o risco da permanência do aeroclube no atual local. “Desde 2002 até 2016 já contabilizamos oito acidentes com 78 mortes, isso sem contar os acidentes no paraquedismo. A população está em risco com pousos e decolagens tão próximos da área urbana”, disse.

O advogado que representa os empresários que atuam no aeroclube, George Ferreira, disse que seus clientes esperam uma definição para o novo local. “Os empresários não se opõem à mudança desde que já haja uma orientação sobre o novo local onde serão executados os serviços do aeroclube. Eles sabem das diversas limitações, mas precisam de um novo espaço onde possam operar no período da noite, onde possam ser proprietários de seus hangares – porque atualmente as empresas que lá se encontram atuam como prestadores de serviço por conta do espaço ser de propriedade do Governo Federal”, afirmou.

Uma próxima reunião será marcada com a participação de representantes da Secretaria de Planejamento do Governo ou do próprio governador, José Melo (Pros), para averiguar qual a contribuição que pode ser dada em busca de um novo local.

Com informações da assessoria

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