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Deputado propõe CPI na Aleam para investigar os três últimos prefeitos de Coari

Comissão Parlamentar de Inquérito proposta por Abdala Fraxe (PTN) visa investigar, entre outras coisas, a destinação dos quase R$ 50 milhões destinados ao município no período – foto: divulgação

Comissão Parlamentar de Inquérito proposta por Abdala Fraxe (PTN) visa investigar, entre outras coisas, a destinação dos quase R$ 50 milhões destinados ao município no período – foto: divulgação

Os três prefeitos que estiveram à frente do executivo municipal de Coari, de janeiro a abril deste ano, poderão ser investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelo deputado Abdala Fraxe (PTN) sobre os quase R$ 50 milhões que o município recebeu em arrecadações no período.

O EM TEMPO apurou que o deputado já conseguiu seis das oito assinaturas necessárias para a instalação da CPI na casa legislativa.

Fraxe assegurou que obteve informações de que contratos foram feitos e pagos antes de iniciarem qualquer tipo de trabalho. Entre eles, está o pagamento de R$ 1,5 milhão para uma construtora que ficou de asfaltar ruas e não colocou um metro quadrado do material no município (a 363 quilômetros de Manaus).

“As informações que temos é de que nesses quatro meses ocorreram verdadeiros saques nas contas daquela prefeitura, contribuindo para o sofrimento da população”, lamentou Abdala Fraxe.

Em janeiro, quem comandou o Executivo de Coari foi o prefeito interino Iliseu Monteiro (PMDB). Após a renúncia deste, quem assumiu foi o vereador mais velho da Câmara Municipal, Carlos Alves Batista – conhecido como Merelo (PTC).

Em seguida, a Câmara elegeu o vereador Iranilson Medeiros (DEM) como presidente, que assumiu a prefeitura até a posse do atual gestor municipal, Raimundo Magalhães (PRB), em meados de abril.

Negociação suspeita

O parlamentar disse ter visto “com estranheza” o fato de a Câmara Municipal ter aberto, na semana passada, uma CPI que investiga a suposta negociação do prefeito Raimundo Magalhães com o empresário Thiago Queiroz, que enovolveria uma secretaria municipal.

Abdala Fraxe afirmou que o prefeito Magalhães entregou para perícia da Polícia Civil o aparelho telefônico pelo qual a negociação teria sido feita.

O deputado revelou também que o empresário Thiago Queiroz havia sido secretário de Obras na gestão do prefeito que antecedeu Magalhães, o presidente da Câmara Municipal, vereador Iranilson Medeiros.

“Aí as coisas se casaram. As informações apareceram. O mesmo blog que fez a denúncia ontem [terça, 12] entregou o empresário como tendo sido nomeado subsecretário de obras naquele período de 20 e poucos dias em que o vereador Iranilson esteve como prefeito de Coari. Ora, isso é uma prova cabal de que essa turma quer atrapalhar a administração que vigora no município e com isso não podemos concordar, temos que nos insurgir”, declarou, acrescentando que a “turma tem que entender que a “boquinha já era”.

O deputado David Almeida (PSD) disse ser a favor da criação da Comissão e acrescentou que o povo de Coari precisa de paz.

“A população de Coari precisa de uma boa administração. Precisa acabar com essa guerra. Faço um apelo em nome do povo de Coari, que os políticos, os quais são representantes do povo tem que parar de brigar e causar tanto sofrimento a população”, ressaltou David.

O líder do governo na Aleam, afirmou acreditar na gestão do atual prefeito que, com a aplicação dos recursos em áreas necessárias como a saúde, educação e infraestrutura, poderá colocar o município de forma positiva nas mídias local e nacional.

“Eu acredito que o prefeito Magalhães, com sua experiência administrativa, poderá levar Coari a outros rumos, para que a cidade possa ser manchete local e nacional de forma positiva e que os recursos sejam aplicados na cidade para que a população possa usufruir das riquezas do município”, frisou o parlamentar.

Cautela e guerra

Já a deputada Alessandra Campêlo, apesar de ser favorável a qualquer tipo de investigação em casos de corrupção, disse que é preciso ter cautela para que o parlamento estadual não entre em uma guerra entre dois grupos políticos em Coari.

“Eu sou a favor de qualquer comissão que possa investigar casos de corrupção, entre outros desmandos, mas é preciso ficar atento para saber se não se trata apenas de uma disputa política entre dois grupos”, pontuou a parlamentar, alegando que Coari está refém de grupos políticos.

“Meu partido se posicionou favorável ao atual prefeito [Magalhães], mas eu acredito que devermos ter muito cuidado e que Coari deveria ter uma inovação geral”, finalizou.

Por Moara Cabral (Jornal EM TEMPO)

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