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‘Depois de tudo’ chega aos cinemas, com Bruno Mazzeo, Marcelo Serrado, Otávio Muller e Maria Casadevall

Apesar de ser baseado em obra criada há 10 anos, o texto do longa 'Depois de tudo' se mantém atual- foto: divulgação

Apesar de ser baseado em obra criada há 10 anos, o texto do longa ‘Depois de tudo’ se mantém atual- foto: divulgação

O longa Depois de Tudo, produzido pela Casé Filmes e dirigido por João Araújo, chega às telas do cinema com uma história de amizade, amor e superação. Baseado na obra No Retrovisor, de Marcelo Rubens Paiva, o filme narra a trajetória dos amigos Ney e Marcos, interpretados por Marcelo Serrado e Otávio Muller nos papéis dos amigos já adultos. Já para vivê-los quando jovens, foram escalados César Cardadeiro (Marcos) e Romulo Estrela (Ney). Para dar vida à musa Bebel, foi escalada a atriz Maria Casadevall, que faz sua estreia na tela grande. A obra foi escrita por Marcelo Rubens Paiva, Mauro Mendonça Filho e Lusa Silvestre.

O roteiro de Depois de Tudo mantém o espírito jovem e contestador do texto original para o teatro, mas o transporta para os dias atuais com texto forte e bem humorado. Os amigos Ney e Marcos são parceiros em tudo. Moram juntos, decidem abrir um bar e realizar juntos o sonho de viver de música. Eles dividem até mesmo o fascínio por Bebel, uma garota linda e solitária, que se muda para o apartamento vizinho e passa a fazer parte da vida dos dois. Os três se tornam inseparáveis. O tempo os distancia. Em vez de músico e parceiro de César no bar que montaram e pretendiam tocar juntos, Ney acaba se tornando um astro da música pop-romântica. Já Marcos, passa de garoto rebelde e cheio de atitude a um conformado funcionário público. Já Bebel, nunca deixou o imaginário dos dois.

Para o diretor, Depois de Tudo fala de amizade, e amor, entre dois amigos. “É uma história de redenção, de dois caras que foram muito próximos e se distanciaram. Mas que se encontram novamente e reveem muitas atitudes, emoções, lembranças. Há poucos filmes nessa linha no cinema brasileiro”, analisa João.

Depois de Tudo investe em uma vertente do cinema brasileiro que mira nas histórias de gente comum, simples, mas fortes e essenciais. “Adoro comédias, gosto de ver e de produzir também. Mas acredito que podemos, e precisamos, ver filmes que tragam um outro universo, o das relações humanas, de amizade, amor…”, completa Casé.

João Araújo diz que “é muito bom poder contar histórias mais abrangentes, que falem de dramas que dizem respeito a todos. Depois de Tudo não tem temática social, ou da violência nas grandes cidades, mas trata de uma relação de amizade, amor, superação”, observa o diretor. “Ao mesmo tempo, este filme trata de um tempo muito presente. O texto foi escrito há mais de 10 anos e continua atual. Quando Marcos (Otávio Muller) fala da situação do País, é algo que ainda faz muito sentido. Isso também é uma força do filme”.

Para Marcelo Rubens Paiva, apesar de todas as adaptações para a linguagem cinematográfica e para o tempo atual, o longa é fiel ao seu texto original. “A gente não pode respeitar 100% a peça quando a transforma em um filme, mas o João soube respeitar e fazer bom uso disso”, comenta o autor.
Depois de Tudo tem coprodução da Rio Filme e do Telecine e entra em cartaz em mais de 150 salas de todo o Brasil, com distribuição da Imagem Filmes.

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