Filmes

Denzel Washington volta à ação no longa ‘O Protetor’

Ator interpreta Robert McCall, que transita de uma personagem enigmática para um violento compulsivo – foto: divulgação

Ator interpreta Robert McCall, que transita de uma personagem enigmática para um violento compulsivo – foto: divulgação

Denzel Washington é um ator com recursos, mas não consegue carregar nas costas um filme cheio de carências como ‘O Protetor’.

Adaptação da série ‘The Equalizer’, exibida pela CBS na década de 1980, o filme marca a retomada da parceria de Washington com o diretor Antoine Fuqua, o mesmo de ‘Dia de Treinamento’ (2001), que lhe rendeu o Oscar de melhor ator.

A meia hora inicial apresenta Robert McCall (Washington), um solitário que trabalha em uma grande loja de material de construção, onde é estimado e respeitado pelos colegas. À noite, como não consegue dormir, vai ler romances clássicos – como ‘O Velho e o Mar’, de Ernest Hemingway, e ‘Dom Quixote’, de Cervantes – em um café 24 horas do bairro.

Lá, conhece outra solitária, a jovem Alina/Teri (Chloë Grace Moretz), uma prostituta que atende ricaços. Nas conversas com ela, ficamos sabendo que Robert tem um passado conturbado e enigmático, mas os detalhes nunca vêm à tona.

Robert sofre de transtorno obsessivo compulsivo, explicitado por pequenos gestos cotidianos, como dobrar um guardanapo, distúrbio certamente relacionado com esse passado obscuro. Até aqui, a narrativa é sóbria e temos a impressão de estar diante de um drama intimista.

Violência
Mas tudo dá uma guinada quando Alina começa a ter problemas com seu proxeneta, que pertence à máfia russa. Daí em diante, a narrativa deixa o intimismo de lado e se torna um thriller de ação dos mais monótonos, com Robert desempenhando o papel de vingador em uma longuíssima sucessão de violência cheia de efusões de sangue.

O personagem perde toda a sua aura de mistério, seus vínculos com Alina desaparecem e a narrativa deixa de avançar para se comprazer no banho de sangue e em dúzias de clichês.
A sensação predominante é de que houve um duplo desperdício: de uma história que começa bem e do talento de um ator carismático.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir