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Denúncias de violência contra a mulher no Carnaval crescem 221%

Neste ano, houve um aumento de 206% nos casos de violência física relatados ao órgão, em relação a 2015 - foto: divulgação

Neste ano, houve um aumento de 206% nos casos de violência física relatados ao órgão, em relação a 2015 – foto: divulgação

O pré-Carnaval e o Carnaval deste ano renderam quase três vezes mais denúncias de violência contra a mulher do que o mesmo período do ano passado. O dado é do Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

Entre os dias 1º e 9 de fevereiro foram 3.174 relatos de agressão. O aumento é de 221% em relação ao registrado em 2015, quando foram feitas 1.158 denúncias entre os dias 10 e 18.
Do total de denúncias de violência neste ano, 51,18% (1.901) corresponderam à violência física; 28,43% (1.056) à violência psicológica; 7,51% (279) ao cárcere privado; 7,16% (266) à violência moral; 3,34% (124) à violência sexual; 2,29% (85) à violência patrimonial; e 0,08% (03) ao tráfico de pessoas.

Como a Folha de S.Paulo mostrou na quinta-feira (11), o Carnaval deste ano foi marcado por campanhas que se popularizaram nas redes sociais pedindo que as mulheres fossem respeitadas, esclarecendo a diferença entre paquera e assédio e até ensinando um passo a passo para homens sobre como “não ser um canalha” durante a festa.

Apesar dos esforços, houve relatos de agressões no Rio, São Paulo e Salvador, onde 461 casos de violência contra mulheres foram registrados por órgão municipal.

De acordo com os dados do Ligue 180, metade dos casos foram encaminhados para autoridades policiais e Ministério Público, a pedido da denunciante.

Os Estados de onde mais partiram denúncias, em ordem decrescente, foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Neste ano, houve um aumento de 206% nos casos de violência física relatados ao órgão, em relação a 2015.

Os dados destes pré-Carnaval e do Carnaval também apontam que os relatos dos outros tipos de violência dispararam -aumento de 185% nos casos de violência psicológica; 1.113% de cárcere privado; 280% de violência moral; 148% de violência sexual; 286% de violência patrimonial; e 200% de tráfico de pessoas.

Por Folhapress

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