Política

Denúncia contra prefeito afastado de Iranduba será julgada no TJ-AM

O prefeito afastado é acusado pelo MP-AM de chefiar uma rede de corrupção no município responsável pelo desvio de R$ 56 milhões em licitações, em Iranduba - foto: divulgação/ ALEAM

O prefeito afastado é acusado pelo MP-AM de chefiar uma rede de corrupção no município responsável pelo desvio de R$ 56 milhões em licitações, em Iranduba – foto: divulgação/ ALEAM

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Carla Reis, encaminhou a denúncia ingressada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) contra o prefeito afastado de Iranduba, Xinaik Medeiros (Pros), para julgamento, segundo dados do sistema de acompanhamento processual do TJ-AM. A estimativa é que o processo entre na pauta da sessão da próxima terça-feira (1º).

Na ação, o prefeito afastado é acusado pelo MP-AM de chefiar uma rede de corrupção no município responsável pelo desvio de R$ 56 milhões em licitações, em Iranduba.

Desde ontem o processo está concluso para julgamento. De acordo com as informações disponibilizadas no sistema de acompanhamento processual do TJ-AM, a desembargadora encaminhou os autos para a Secretaria do TJ-AM para “proceder a inclusão do processo em pauta de julgamento como “Questão de Ordem”.

Procurada pelo EM TEMPO, a desembargadora informou, via assessoria de comunicação do TJ-AM, que só se manifestará a respeito do processo depois do julgamento da ação pelo tribunal.

A ação iniciou em 18 de novembro do ano passado, após a operação Cauxi comandada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em Iranduba, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-AM, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) e a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).
A operação resultou na prisão e no afastamento de Xinaik Medeiros e de secretários municipais, entre eles o então secretário de Finanças, David Queiroz.

Xinaik Medeiros, sua irmã, Nádia Medeiros, David Queiroz e Edu Corrêa foram acusados pelo Ministério Público de comandar um esquema de corrupção em Iranduba, responsável pelo desvio de R$ 56 milhões em licitações fraudulentas.

Eles estavam presos preventivamente e, neste ano, ingressaram com um pedido de revogação da prisão alegando ter residência fixa e que já foram afastados dos cargos públicos, não tendo como atrapalhar as investigações.

O ex-secretário municipal de Infraestrutura de Iranduba, André Maciel Lima, chegou a ingressar com uma petição no processo pedindo o perdão judicial ou, até mesmo, a extinção ou redução da pena porque colaborou com o Ministério Público do Estado (MPE-AM) durante a operação.

No documento, a defesa informou, ainda, que o perdão judicial é justo uma vez que “em seus depoimentos feitos na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas, nos dias 12, 13 e 16/11/2015, este, houve por bem elencar todos os fatos e atos ilícitos praticados direta e indiretamente”.

Os pedidos de revogação de prisão e de perdão judicial foram negados pela desembargadora Carla Reis.

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