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Dengue avança e atinge 746 mil casos no país; SP bate recorde de mortes

O avanço da dengue já faz com que o país ultrapasse até mesmo os índices de uma epidemia, segundo dados do Ministério da Saúde.

De janeiro até 18 de abril, já foram notificados 746 mil casos da doença, um aumento de 234% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 223 mil registros. O Estado mais crítico é São Paulo, que bateu o recorde de mortes pela doença: foram 169 óbitos registrados. Até então, o maior número de vítimas da doença havia sido registrado em 2010, quando o Estado teve 141 mortes.

Em termos de incidência, o país atinge 367,8 casos por 100 mil habitantes – o que o coloca em um patamar acima do considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para uma epidemia, quando há 300 casos por 100 mil habitantes.

Mais da metade das notificações, porém, fica em São Paulo, Estado que já concentra aproximadamente 402 mil notificações de dengue desde o início do ano. No mesmo período de 2014, eram 84 mil casos.

Além de São Paulo, que já soma 911,9 casos a cada 100 mil habitantes, outros seis Estados apresentam índices epidêmicos da doença: Acre, Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.

O número de casos no país, no entanto, ainda é menor que em 2013, quando foram notificados cerca de 1,4 milhão de casos somente nos quatro primeiros meses daquele ano.

CASOS GRAVES

O novo boletim do Ministério da Saúde também mostra que houve avanço no número de mortes. Ao todo, já são 229 óbitos confirmados no país em decorrência da dengue, um aumento de 44,9% em relação a igual período do ano passado, quando houve 158 mortes.
Já o número de casos graves passou a 404 registros. Em 2014, eram 270, segundo o governo federal.

Os sintomas da dengue são febre alta, dores de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória.

Para o governo federal, alterações climáticas, com mudança no período de chuvas, a crise no abastecimento de água em algumas regiões e o início da transmissão em cidades que não tinham registros anteriores podem ter colaborado para o aumento de casos no país.

Por Folhapress

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