Curiosidades

Delegados e investigador também serão ouvidos em acareação no ‘caso Marcelaine’

A primeira audiência de instrução aconteceu no dia 6 de março – foto: divulgação

A primeira audiência de instrução aconteceu no dia 6 de março – foto: divulgação

A segunda audiência de instrução dos sete envolvidos no ‘caso Marcelaine’, marcada para a esta segunda-feira (16), incluirá a participação dos delegados Paulo Martins, que na época do crime era o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), da adjunta da especializada, Geórgia Cavalcanti, e mais um investigador que não teve a identidade revelada.

Os três são acusados de tortura por Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco, Rafael Leal dos Santos e Karen Arevalo Marques, envolvidos diretamente na tentativa de homicídio contra a estudante de direito Denise Silva, 35, ocorrida no estacionamento de uma academia, no Centro da cidade, no dia 12 de novembro de 2014.

Na primeira audiência de instrução, no último dia 6 de março, os envolvidos no crime disseram terem sido torturados para que confessassem a participação na trama.

Entenda o caso

Segundo as investigações da DEHS, a empresária Marcelaine Schumann contratou pistoleiros e pagou R$ 7 mil para que executassem o crime, que teve motivação passional. Logo depois do crime, a suspeita viajou de férias para Miami, onde passou as festas de fim de ano.

De acordo com as investigações, Denise e Marcelaine, embora casadas, teriam um relacionamento extraconjugal com o empresário Marcos Souto, que também é casado. Denise nega o envolvimento com Marcos e alega que ele a perseguia.

A decisão sobre a acareação e novas diligências para o caso foi proferida pelo juiz de direito Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, que presidiu no dia 6 a primeira audiência de instrução, com de 12 horas de depoimentos, no Fórum Henoch Reis, em Manaus.

A decisão se o caso será julgado por um tribunal do Júri só será definida após estas novas diligências e a acareação que acontece hoje.

Também durante o dia de hoje, deverá ser decidido se a socialite Marcelaine Schumann e os demais envolvidos na trama deverão ou não ser monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas. Isso deverá acontecer se o juiz conceder a liberdade provisória solicitada pelos advogados de defesa dos réus durante a instrução processual que aconteceu semana passada.

A Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus) já encaminhou ao magistrado todas as informações e exigências para o uso da tornozeleira eletrônica, o que já foi juntado aos autos para o conhecimento dos advogados de defesa.

Para que o detento seja integrado ao sistema de monitoramento por tornozeleiras eletrônicas é exigido o endereço, o telefone celular, e os locais onde o monitorado está proibido de circular para fins de delimitar o perímetro do confinamento.

Com informações de Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir