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Delegado de Juruá acusado de estupro é transferido para Carauari

De acordo com a Polícia Civil, ele passará pelo menos 30 dias sem exercer o cargo de delegado - foto: Alberto César Araújo

De acordo com a Polícia Civil, ele passará pelo menos 30 dias sem exercer o cargo de delegado – foto: Alberto César Araújo

Suspeito de aliciar menores e de estimular brigas entre presos, o  delegado Daniel Pedreira da Trindade lotado no 70ª Distrito Integrado de Policia (DIP), no município de Juruá (distante 671 quilômetros da capital), foi transferido, ainda na manhã desta quinta-feira (11), para a delegacia de Carauari (a 542 quilômetros da capital), ainda na função de delegado.

De acordo com a Polícia Civil, ele passará pelo menos 30 dias sem exercer o cargo de delegado. O substituto não ainda não foi nomeado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)  informou que “cabe a Seap apenas a função de acionar a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas SSP-AM, uma vez que o delegado é policial civil e foi lotado na delegacia por meio da Secretaria”.

Já a SSP-AM  disse, também por meio de nota, que a  corregedora-geral enviou uma equipe para Juruá, para analisar as denúncias contra o delegado de Juruá. O vídeo já está  em posse da equipe e o procedimento de investigação tramita na corregedoria. “Nesta quarta-feira, a Corregedoria teve acesso ao vídeo que circula na Internet e repassou o conteúdo à equipe que está em Juruá. Um procedimento de investigação já esta tramitando na Corregedoria”, finaliza o comunicado.

Vídeo

Um vídeo que circula desde quarta-feira (10) mostra Trindade estimulando lutas entre presos dentro da carceragem. Após a divulgação do vídeo, o delegado foi transferido para a outra unidade policial – 65ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).

O delegado, que já está sendo investigado por prática de abuso sexual e aliciamento de menores  – envolvendo cinco meninas com idades entre 11 e 16 anos – , passa  a ser alvo da nova denúncia.

A gravação do vídeo mostra o Daniel na carceragem – de blusa branca- protagonizando como ‘juiz’ da luta. Os presos brigam entre si, sem regras estabelecida,  e com muita violência dentro da 70ª DIP.

Durante a disputa, outros presos e policiais incentivam os dois detentos, não identificados, a brigarem  com troca de socos, chutes e pontapés. A luta, sem regras, é registrada por câmeras de celulares.

Daniel Pedreira da Trindade, 31, é ex- lutador de MMA (Artes Marciais Mistas) e está no cargo há menos de um ano, portanto ainda em estágio probatório.

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO)

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