Dia a dia

Delação pode ser usada por envolvidos na operação Cauxi, em Iranduba

Durante a coletiva, o coordenador do Gaeco, Lauro Tavares, falou sobre os procedimentos investigatórios- foto: Márcio Melo

Durante a coletiva, o coordenador do Gaeco, Lauro Tavares, falou sobre os procedimentos investigatórios- foto: Márcio Melo

Um caseiro, um flanelinha e um empresário com mandados de condução coercitiva na operação Cauxi, deflagrada em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), manifestaram o interesse de contribuir com as investigações, por meio do benefício da deleção premiada, de acordo com o promotor de Justiça Lauro Tavares, coordenador do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MPE-AM).

“Os envolvidos firmam o acordo durante as investigações como forma de troca na redução das penas estabelecidas pela lei. O Ministério Público está analisando as propostas dos advogados. No caso de um depoimento ser importante, o benefício será oficializado”, explicou o promotor de Justiça.

Conforme as investigações da MPE-AM, um flanelinha e um caseiro do pai do prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros – preso durante a Cauxi – seriam os donos de empresas ganhadoras das licitações de obras no município. O caseiro e o flanelinha não foram localizados durante a operação da última terça-feira. A quebra do sigilo bancário deles apontou grande movimentação de valores e o órgão aguarda a análise do Laboratório de Lavagem de Dinheiro.

“O Ministério Público acredita que o flanelinha e o caseiro foram usados no esquema, e que eles não tinham conhecimento dos documentos, quando foram feitas as aberturas das empresas, pois são pessoas semianalfabetas. Mas, os depoimentos serão importantíssimos para se confirmar se eles tiveram apenas os seus documentos usados”, informou Tavares.

O promotor de Justiça explicou que as investigações estão em andamento, e até esta quinta-feira os lacres com os documentos e computadores serão abertos para análises da perícia e no máximo de 15 a 30 dias, o resultado dos trabalhos poderá apontar a forma como agia a organização criminosa – com a quantidade de dinheiro movimentado nas contas bancárias no sistema de corrupção.

Conforme o promotor, parte das investigações está sob sigilo e a possiblidade de haver parlamentares envolvidos no esquema da corrupção não descarta uma segunda fase da operação Cauxi.

Por Josemar Antunes

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