Dia a dia

Defesa do suspeito de matar líder comunitária espera relaxamento da prisão

Adson foi preso em cumprimento de mandato de prisão por homicídio - foto: divulgação

Adson foi preso em cumprimento de mandato de prisão por homicídio – foto: divulgação

A defesa do suspeito pelo assassinato da líder comunitária Dora Priante, em Iranduba, no dia 12 deste mês, aguarda o resultado do pedido de relaxamento de prisão do acusado Adson Dias da Silva, o “Pinguelão”.

Segundo o advogado, Éder Carlos Ribeiro Pires,  as provas apresentadas pela acusação não são suficientes para manter o réu sob prisão preventiva. “O processo que segura este caso faz parte de um depoimento do caseiro. Não existe nenhuma prova concreta contra o meu cliente”, garante o advogado.

Segundo o defensor, ele entrou com o pedido de relaxamento da prisão de Adson no dia 20 de agosto e que está sendo apreciado por um promotor do Ministério Público, que dará um parecer sobre o caso. A defesa espera a soltura imediata de “Pinguelão”.

“A Dora fez muitos inimigos na Portelinha. Ela vendia terrenos que não pertenciam a ela. Não era presidente da comunidade, era louca essa mulher. Ela fez muitos negócios fraudulentos. É muito vago apontar o meu cliente como o acusado”, contestou Pires.

Segundo o titular da Delegacia de Iranduba, Paulo Mavigner, o pedido de relaxamento da prisão do Pinguelao não faz sentido, pois existem um vasto material que comprovam o envolvimento do suspeito no crime. “A intenção do advogado é queimar etapas judiciais e a investigação está a todo vapor”, alegou.

A líder comunitária foi executada com 12 tiros de pistola PT ponto 40, arma de uso restrito das policiais Civil, Militar e Rodoviária Federal, e o corpo  encontrado no dia seguinte no ramal Santa Luzia, no km 52 da rodovia AM-070, próximo ao município.

Por Stênio Urbano

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