Dia a dia

Defesa Civil do Amazonas coloca Juruá e Purus em atenção por conta da estiagem e orienta prefeituras

Por conta dos níveis baixos dos rios, a Defesa Civil do Amazonas colocou, nesta sexta-feira (8), os municípios das calhas do Juruá e Purus em Estado de atenção. Os rios desta região estão em processo natural de vazante, mas se aproximam dos níveis históricos de estiagem.

“Nesse momento fazemos o acompanhamento hidrológico das regiões, e a avaliação técnica local. Estamos realizando também a orientação às prefeituras quanto à apresentação do plano de contingência, que compreende o levantamento de pessoas que podem ser afetadas e possíveis danos, uma vez que o executivo municipal é o responsável pela primeira resposta ao desastre”, informou o Secretário Executivo do órgão, coronel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) Fernando Pires Junior.

O Estado de Atenção é o primeiro estágio de um desastre, que pode evoluir para um Alerta e posteriormente para uma Situação de Emergência, e foi emitido para os municípios que compreendem as calhas do Purus (Boca do Acre, Canutama, Lábrea, Tapauá, Pauiní e Berurí) e do Juruá (Guajará, Juruá, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Envira, Cararuari).

A Defesa Civil AM informa ainda que não há isolamento de comunidades, bem como desabastecimento de alimentos, danos humanos, materiais e econômicos nos municípios que integram as duas calhas, não cabendo, portanto, decretos de Situação de Emergência nessas cidades.

Cotas- Em Guajará, cidade referência para os demais municípios da calha do Juruá, o nível do rio hoje é de 3,18 m. A maior estiagem registrada foi em 1995 quando chegou a 2,20 m. A comparação dos dados mostra que faltam 98 cm para atingir a cota histórica de estiagem.

Já em Boca do Acre, que é a referência do Purus, a marca histórica da vazante foi em 1998, quando o nível do rio chegou a 3,49cm. Para alcançar o mesmo registro de 18 anos atrás, faltam 1,45cm, isso por que hoje o rio está medindo 4,94cm.

Segundo o Centro de Monitoramento e Alerta (CEMOA), da Defesa Civil do Estado, a descida dos rios nessas regiões, que estava prevista para agosto, se antecipou para os meses de junho e julho.

Acre- O órgão volta às atenções a essa região também pelos os níveis baixos do rio Acre, que levou o Estado do Acre, a decretar Situação de Emergência por conta da estiagem. O desastre no Estado vizinho poderá afetar municípios do Amazonas, como Boca do Acre que é banhado tanto pelo rio Purus como pelo rio Acre.

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