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Defesa Civil define vazante como ‘atípica, mas normal’

Descida brusca do rio Negro vem sendo monitorada pela Defesa Civil do Estado – foto: Ricardo Oliveira

Descida brusca do rio Negro vem sendo monitorada pela Defesa Civil do Estado – foto: Ricardo Oliveira

Atípica, mas normal. Assim o secretário-executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Júnior, definiu a vazante dos rios no Estado. Segundo ele, houve demora para a descida das águas em todas as calhas, mas em função do fenômeno El Niño em algumas delas a descida foi brusca, principalmente no rio Negro.

“Acreditamos que não vamos ter uma vazante recorde. Se fala em uma vazante normal, em uma condição de descida abrupta das águas e de uma descida atípica dos rios este ano, mas já há sinais de subida. A gente acredita que vá voltar à normalidade no decorrer do tempo. Pelo menos daqui a 30 dias vamos ter notícias positivas”, disse.

De acordo com ele, a calha do rio Negro está em estado de atenção, devido à descida brusca das águas o que deixou algumas comunidades com dificuldades de abastecimento. Essas comunidades estão sendo monitoradas para evitar que fiquem isoladas.

“Hoje, o prognóstico que nós fazemos é que a calha do Solimões está estabilizada, não se fala mais em vazante porque essas calhas já apresentam subida das águas. Tabatinga também apresentou subida, já podemos dizer que subiu 12 metros”, informou o secretário-executivo da Defesa Civil do Amazonas. “As calhas do Purus e Juruá já estão estabilizadas. A única calha que nos preocupa é a do rio Negro, que por conta da descida abrupta das águas deixou algumas comunidades com dificuldades para serem reabastecidas”, explicou.

Ações
Conforme o coronel Pires Júnior, o órgão vem promovendo ações humanitárias para ajudar os municípios afetados. Uma delas ocorreu ontem, com o lançamento da segunda etapa da operação Vazante, que vai distribuir 12 mil kits de limpeza, para 23 municípios das calhas do Juruá, Purus, Baixo e Médio Solimões, Baixo e Médio Amazonas e Madeira.

Os kits contêm vassoura, rodo, sabão em pó, sabão em pedra, escova e balde. Esse material deverá ser enviado nos próximos dias para Envira, Eirunepé, Ipixuna, Juruá, Guajará, Canutama, Boca do Acre, Tapauá, Pauini, Lábrea, Beruri, Coari, Itacoatiara, Urucurituba, Autazes, Silves, Iranduba, Manaquiri, Careiro Castanho, Caapiranga, Boa Vista do Ramos, Barreirinha e Borba.
“Nosso objetivo a finalidade é auxiliar os municípios que deixaram a condição de situação de emergência e que deverão retornar à normalidade até o início de dezembro. Também queremos apoiar as prefeituras desses municípios para que as pessoas não peguem doenças com a sujeira que fica depois da descida das águas”, pontuou.
Por Michele Freitas

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