Dia a dia

Decretada prisão preventiva da mãe do bebê jogado no Rio Negro

Cleudes Maria Moraes Batista, 23, assumiu que mentiu para a polícia três vezes em depoimento quando relatou que nadou até às margens do rio para pedir ajuda – foto: Ney Mendes/Polícia Civil

Cleudes Maria Moraes Batista, 23, assumiu que mentiu para a polícia três vezes em depoimento quando relatou que nadou até às margens do rio para pedir ajuda – foto: divulgação

A Justiça decretou na manhã desta quinta-feira (3) a prisão preventiva de Cleudes Maria Batista, 23, mãe do bebê Pablo Pietro, de apenas quatro meses, que supostamente foi jogado no Rio Negro. O mandado expedido pela juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira, será cumprido após o depoimento que ela está prestando na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

O pai do bebê, Josias de Oliveira Alves, que está preso desde no último dia 21, também está na delegacia sendo ouvido pela Polícia Civil. Não há previsão de horário para o encerramento do interrogatório.

Segundo a Polícia Civil, uma acareação informal foi realizada ainda na manhã de hoje e contou com a presença do promotor do Ministério Público do Amazonas (MPAM) Armando Gurgel Maia. Frente a frente pela segunda vez, o ex-casal mantive as versões na qual um acusa o outro.

O promotor disse ainda que o pedido de prisão de Cleudes também foi necessário para manter a ordem pública, uma vez que o crime vitimou uma criança de apenas quatro meses. “Eles apresentam versões do crime que não se sustentam, e em alguns momentos se contradizem, uma vez que se acusam. Somente o pedido de prisão nos leva a crer que a polícia acredita no envolvimento dos dois na morte da criança, mas isso ainda precisa ser esclarecido, porque não se tem provas da culpabilidade”, disse.

Ainda segundo o promotor, as duas prisões do ex-casal ajuda na análise da polícia para saber se os dois são culpados ou não. Armando chamou atenção para a frieza com que o casal se comporta ao falar do filho pequeno, morto há 20 dias.

A criança está desaparecida desde a noite de 14 de agosto deste ano. Em depoimento à polícia, Cleudes Maria, contou que Pablo Pietro teria sido atirado nas águas do Rio Negro pelo próprio pai. Segundo a mãe, o canoeiro a teria atraído para uma embarcação dizendo que a levaria ao flutuante onde trabalhava para buscar o pagamento da pensão alimentícia do menino.

No meio do percurso, o casal teria brigado e Josias teria atirado o bebê no meio do Rio Negro. A criança segue desaparecida. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) continuas as buscas ao corpo do menino no perímetro em que supostamente ele foi jogado.

Ana Sena e equipe EM TEMPO Online

 

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir