Política

Decisões sobre Lava Jato e afastamento de Cunha serão as mais justas possíveis, diz Teori

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal - Valter Campanato/ABr

Teori Zavascki é relator dos casos da Lava Jato e também do pedido de afastamento do presidente da Câmara – foto: Valter Campanato/ABr

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki disse nesta sexta (18) que as decisões a serem tomadas no ano que vem com relação à Operação Lava Jato e ao pedido de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, procurarão ser as mais justas possíveis.

“Pode esperar isso: decisões responsáveis, decisões que procurarão ser as mais justas possíveis. Essa é a missão do Supremo e tenho certeza de que a instituição vai cumprí-la adequadamente”, afirmou aos jornalistas ao responder sobre o que espera das decisões importantes que precisará tomar em 2016.

Teori Zavascki é relator dos casos da Lava Jato e também do pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato, feito na última quarta-feira (16) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A análise do pedido da PGR será feita apenas em fevereiro. Como o Judiciário entra em recesso hoje e o pedido tem quase 200 páginas, não haveria tempo hábil para a análise do relator. Os trabalhos serão retomados no dia 1º de fevereiro.

Sobre a decisão de ontem, quando foram definidas as princiais regras do rito de impeachment, o ministro disse que “o STF sempre toma decisões importantes. Procura acertar e trabalha sempre com duas grandes armas, eu diria. O Supremo trabalha com a Constituição em punho e o Brasil no coração”, acrescentou Zavascki .

O ministro Marco Aurélio Mello também conversou com os jornalistas pouco antes da sessão extraordinária de hoje. Questionado sobre o que espera do julgamento do pedido de afastamento de Cunha, respondeu: “Aguardar, porque em fevereiro talvez estejamos apreciando o recebimento ou não da denúncia. É oportunidade ótima para se apreciar também esse pedido do procurador-geral da República”. Sobre o julgamento de ontem, Marco Aurélio disse que a Constituição prevaleceu.

“Prevaleceu a segurança jurídica, prevaleceu a lei das leis que é a Constituição Federal. Vamos marchar avançando e não mediante retrocesso”.

Agência Brasil

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