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Decisão sobre greve dos professores da Ufam será nesta terça-feira

A assembleia é desdobramento da aprovação do indicativo de greve, no último dia 14 – foto: divulgação

A assembleia é desdobramento da aprovação do indicativo de greve, no último dia 14 – foto: divulgação

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizam assembleia geral nesta terça-feira (26) para deliberar se irão deflagrar greve, acompanhando a orientação nacional de paralisar as atividades por tempo indeterminado. A decisão será tomada no auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais (FES), às 15h, no setor Norte do Campus Universitário.

A assembleia é desdobramento da aprovação do indicativo de greve, no último dia 14, Dia Nacional de Paralisação das Instituições Federais de Ensino (IFE) e dos Servidores Públicos Federais (SPF), que foi marcado por um ato público na Ufam e nas unidades fora da sede.

Deliberada inicialmente para ocorrer no dia 27 deste mês, a assembleia foi adiantada em função da indisponibilidade do auditório Rio Amazonas, escolhido devido à centralidade de sua localização e capacidade. Na última assembleia, o auditório da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), com capacidade para 80 pessoas, recebeu cerca de 130 professores, além de técnico-administrativos e estudantes.

De acordo com o presidente da Adua, professor José Alcimar, caso aprovada a deflagração do movimento paredista, serão submetidos também à aprovação na assembleia a publicação do edital de conhecimento à sociedade e à comunidade da Ufam sobre a deliberação e o encaminhamento de ofício à reitoria comunicando a medida e solicitando a convocação de reunião extraordinária do conselho universitário para deliberar sobre a suspensão do calendário acadêmico enquanto durar o movimento paredista. Além disso, o pedido inclui a anulação das atividades docentes realizadas durante o período de paralisação.

“Se aprovada a deflagração da greve, a deliberação deverá ser comunicada à reitoria num prazo de 72 horas anterior ao dia da deflagração. Lembramos ainda, que todos têm direito a voto, sejam professores efetivos, substitutos, sindicalizados ou não sindicalizados, pois, sendo deflagrada, a greve é de toda a categoria docente e não somente dos sindicalizados”, disse.

Greve nacional

A greve nacional dos docentes das IFE foi aprovada pela ampla maioria das 43 seções sindicais do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) presentes em reunião realizada nos dias 15 e 16 de maio, da qual participaram 61 professores, representantes das seções sindicais.

Em âmbito nacional, a deflagração do movimento paredista está marcada para o dia 28 deste mês. Porém, cada seção sindical tem autonomia para declinar ou acompanhar tal decisão, inclusive definindo a data para deflagração, caso assim seja aprovado pela base da categoria.

“Chamamos os professores em todo o país a participarem das assembleias que serão realizadas para tratar da deflagração da greve. A hora é agora, as universidades e demais instituições federais de ensino estão à míngua, sem condições de funcionamento, enquanto o governo anuncia que vai promover mais cortes”, conclamou o presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, durante reunião do setor das universidades federais, em Brasília (DF).

Além de comunicar aos órgãos a que os servidores estão vinculados, o movimento precisa também informar sobre a greve ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Com informações da assessoria

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