Política

Decisão de Teori traz alívio a Temer, que manterá discrição sobre aliado

A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki de afastar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi recebida com alívio pelo grupo do vice-presidente Michel Temer.

O diagnóstico do comando peemedebista é que a permanência do aliado no comando da Câmara dos Deputados só desgastaria a imagem de um eventual governo interino caso a presidente Dilma Rousseff seja suspensa pelo Senado Federal na próxima quarta-feira (11).

Por Cunha ser correligionário e aliado de Temer, além dele ter sido o responsável pela abertura do processo na Câmara dos Deputados, o vice-presidente manterá discrição sobre a decisão e aguardará o julgamento do plenário da Suprema Corte sobre o tema para definir se irá se pronunciar.

Nos últimos dias, Temer disse a aliados que iniciaria um processo de afastamento de Cunha caso assuma o Palácio do Planalto, recebendo-o apenas em agendas oficiais. O receio é que a imagem do peemedebista contaminasse a sua gestão interina.

O grupo do vice-presidente também considera frágil a avaliação de que o afastamento de Cunha pode fortalecer o argumento de que o processo de impeachment deve ser reavaliado, como tem defendido integrantes do governo petista.

Nas palavras de um peemedebista, Cunha apenas acolheu o pedido, mas quem decidiu pelo prosseguimento não foi ele, mas dois terços do plenário da Câmara dos Deputados. Para ele, o argumento também perde força caso o Senado Federal aprove o afastamento de Dilma.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir