Política

Decanos da Câmara buscam estratégias para a reeleição

Muitos dos entrevistados pelo EM TEMPO reconhecem que suas campanhas à reeleição não serão fáceis – foto: Tiago Corrêa / CMM

Muitos dos entrevistados pelo EM TEMPO reconhecem que suas campanhas à reeleição não serão fáceis – foto: Tiago Corrêa / CMM

Numa eleição em que várias restrições serão colocadas à prova, em que doações empresariais para campanhas eleitorais serão proibidas, o tempo de campanha curto e toda uma série de proibições, além de uma concorrência bem grande entre candidatos, os vereadores mais antigos da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que já somam ao menos duas décadas de parlamento ou cinco mandatos, terão que usar toda a sua experiência eleitoral para reconquistar seus mandatos.

Muitos dos entrevistados pelo EM TEMPO reconhecem que suas campanhas à reeleição não serão fáceis, principalmente por conta das recentes mudanças na Legislação Eleitoral ou curto orçamento. Em vista desse cenário, a maioria alega que irá aderir a novas estratégias e intensificar a abordagem do corpo a corpo, além de visitas às comunidades.

Massami Miki (PSL), por exemplo, que é vereador de Manaus desde 1992 e está em seu quinto mandato consecutivo, diz estar confiante em todo o seu trabalho realizado e que mesmo com toda as dificuldades que se apresentam pelos desgastes anuais, irá concorrer ao seu sexto mandato consecutivo, que para ele só dependerá do povo para ser reconduzido à Câmara.

Experiente em campanhas eleitorais, o vereador revelou à reportagem que nesta eleição irá fazer uma campanha diferente de todas as outras. Segundo ele, vai contratar um instituto de pesquisa para saber, entre o eleitorado, o nível de aceitação do trabalho que realizou nas últimas décadas como vereador. A estratégia, disse, é saber se poderá obter um número relevante de votos.

“Agora não pode receber doação de empresa privada e sim de pessoa física, tornando igual para todo mundo, e o político terá que comprar um par de tênis top, para poder aguentar de noite e durante a madrugada, fazendo corpo a corpo nas comunidades. Vou utilizar a meu favor também o programa de rádio que eu tenho ao longo dos anos, que me facilita muito alcançar alguns determinados lares de Manaus”, adiantou.

Também em seu quinto mandato no Legislativo municipal, Sildomar Abtibol (Pros) está confiante em retornar à Câmara em 1º de janeiro de 2017 para cumprir seu sexto mandato na casa. Abtibol estreou no parlamento em 1988, quando foi eleito vereador pela primeira vez.

Aos 54 anos de idade e, apesar de experiente no Legislativo e de sempre ter tido êxito nas eleições, Sildomar afirma que ainda não possui nenhuma nova estratégia para ser reconduzido a um novo mandato. Para ele, essa eleição será diferente, atípica e única, por conta das

mudanças nas regras eleitorais. “Teremos só 45 dias e estamos estudando, lendo a cartilha eleitoral para que a gente possa efetivamente traçar algumas metas”.

Já Amauri Colares (PRB), com quatro mandatos, sendo o primeiro iniciado em 1997, garante que também tentará se reeleger e que usará as mesmas estratégias que vem utilizando em prol da sua candidatura, que é caminhar nas comunidades. “Nós temos apresentado na CMM, além do nosso trabalho, vários serviços que desenvolvemos com a comunidade, e este ano aproveitei muito antes do período eleitoral, como visitas nos bairros, focando nas reivindicações que a população mais, cobra como serviço de limpeza, tapa-buraco e outros serviços comunitários que são mais essenciais”.

Mudança de ares
Com quatro mandatos consecutivos, a vereadora Glória Carrate (PRP) destaca que o primeiro passo para concorrer ao seu quinto mandato foi a mudança de partido. Suplente na última eleição, ela conseguiu cumprir o mandato por meio de uma liminar que a manteve no cargo.

Esta campanha que, segundo ela, será uma eleição atípica, será de resistência e com poucos gastos. “Não irei ter fotos minhas profissionais mas, sim, normal, simples e procurar o que é menos caro. Além de mandar fazer santinho e adesivo de acordo com a permissão da legislação, eu mesmo irei entregar nas casas onde eu tenho um trabalho sólido”, adiantou.
Por Diogo Dias

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