Dia a dia

Debate promovido pelo Senado vai discutir o futuro da rodovia BR-319 na próxima segunda

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Recuperação do ‘trecho do meio’ será debatida por convidado de diversos setores da sociedade – foto: Diego Janatã

A longa novela da reconstrução da BR-319, no trecho que liga Manaus a Porto Velho (RO), será tema do seminário ‘BR-319: um caminho para o futuro – desafios econômicos, sociais e preservação do meio ambiente’. O evento foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado e acontece na próxima segunda-feira (17), às 9h, no Studio 5, na avenida General Rodrigo Otávio, Distrito Industrial, Zona Sul. O seminário é uma proposição da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) e tem como objetivo debater os entraves que ainda persistem para a pavimentação da rodovia, mais precisamente o chamado ‘trecho do meio’ – entre os quilômetros 250 e 655.

“A pavimentação da BR-319 é primordial não só para os oito municípios que estão localizados ao longo da estrada, de aproximadamente 900 quilômetros de extensão, mas também para interligar por via terrestre o estado do Amazonas ao de Rondônia e, por conseguinte, ao restante do Brasil”, destacou a senadora. Segundo Vanessa, o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) e os parlamentares de Rondônia devem participar do evento.

A atual situação da BR-319 aguarda a conclusão de um estudo de impacto da obra nas comunidades indígenas da região, uma das exigências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). “Queremos chamar todas as autoridades e interessados para debatermos essa questão, que interessa diretamente à economia e ao transporte de todos no Estado”, garantiu.

Críticas

Vanessa também atribuiu a demora na conclusão do licenciamento da obra à passagem pelo Ministério dos Transportes do atual deputado federal e ex-prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento (PR). Para a senadora, Alfredo não fez as articulações necessárias para que a reestruturação da BR-319 fosse agilizada. “Ele (Alfredo), achou que bastaria ser ministro para que tudo funcionasse. E saiu aprovando as reformas sem consultar previamente esses órgãos. O resultado é que órgãos como o Ministério Público Federal e o Ibama foram implacáveis”, explicou.

Apoio militar

O Comando Militar da Amazônia (CMA) demonstrou interesse na pavimentação da BR-319. O comandante do CMA, general Geraldo Antônio Miotto, confirmou na manhã de ontem, durante visita de cortesia da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que o Exército possui atualmente dois grupamentos de construção ociosos que podem atuar nas obras da rodovia, que ainda tem a maior parte de sua extensão pendente de pavimentação, o chamado trecho do meio.

“O Exército tem interesse na BR-319. Estamos usando a rodovia para transporte de tropas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) contratou o Exército para fazer o projeto da construção dos nove postos ambientais, entre eles três fluviais, e já repassamos os projetos para o Dnit. O Exército tem interesse de entrar na obra, temos dois batalhões de construção ociosos. Tem cargas que para nós não compensa o transporte em balsas pela tonelagem”, afirmou Miotto.

Participação

Participarão do Seminário representantes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Ipaam, Ministério dos Transportes, Dnit, Ibama, Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Manaus (Sema), Ministério Público Federal (MPF/AM), Polícia Rodoviária Federal, Suframa, Comando Militar da Amazônia (CMA) e da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319. Representantes do setor comercial, pesquisadores e universitários também estão sendo esperados.

Fred Santana
Jornal EM TEMPO

2 Comments

2 Comments

  1. Cleser de Almeida

    18 de outubro de 2016 at 17:39

    Os impactos nas comunidades indígenas em virtudes das obras da BR 319 certamente serão positivos. Com a BR asfalta fica mais fácil o apoio à essas comunidades. A continuidade dessa política de isolamento das comunidades indígenas através de criação de reservas indígenas não se enquadra mais no estágio atual de desenvolvimento da humanidade. Eles são cidadãos brasileiros e como tal merecem a atenção do governo garantindo-lhes saúde, educação e habitação. No lugar de criar reservas indígenas que se criassem pequenas comunidades dotadas de Posto de Saúde, habitações adequadas e Escolas de primeiro e segundo grau. Pode até ficar mais caro do que criar reservas indígenas, mas certamente é o mais correto a se fazer.

  2. Cleser de Almeida

    13 de outubro de 2016 at 16:56

    Boa noticia. A ajuda do Exército na construção de BR 319 é importante. Já houve inclusive entendimentos visando a construção de um Batalhão na parte central da BR que iria colaborar na fiscalização do desmatamento. Todo o povo da Amazônia anseia pelo asfaltamento desta que é uma da mais importantes rodovias brasileira, porque integra definitivamente a Amazônia ao resto do Brasil.

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