Dia a dia

De forma inédita no AM, João Branco deve ser julgado em videoconferência

 

O júri é o primeiro a ser realizado no estado do Amazonas por meio da videoconferência – Arquivo EM TEMPO

Por conta de um relatório feito pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), alegando riscos em trazer o narcotraficante João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, e os comparsas para serem julgados em Manaus, o júri popular pode ser realizado por meio de videoconferência. Na ocasião, ‘João Branco’, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) e mentor do racha que vem ocasionando a guerra entre os soldados da facção, pode ser ouvido pela Justiça. O julgamento está previsto para o dia 5 de maio.

Se o pedido for aceito pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, que é onde tramita o processo, esse será o primeiro julgamento realizado por meio de videoconferência do estado do Amazonas. Até o momento, somente audiências de instrução foram feitas com o uso desse tipo de tecnologia.

Segundo uma fonte da Secretaria de Segurança Pública, o relatório foi entregue no começo da semana no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul. Consta no material feito pela Seai, informações alegando que a volta de “João Branco” traria insegurança para a capital, uma vez que a facção está em meio a uma guerra interna, onde alguns traficantes esperam a vinda do narcotraficante e metade dos soldados, que servem atualmente a Gelson Carnaúba, são contra a volta do réu. O atrito entre os traficantes acarretaria o aumento de assassinatos e movimentação nos presídios, como uma possível rebelião. Há provas no relatório que confirmam o estado de insegurança na qual a cidade ficaria com a volta do narcotraficante.

Ainda segundo a fonte policial, o pedido feito pela Seai ainda não foi deferido pelo juiz competente do processo, o que deve acontecer até a semana que vem.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), ‘João Branco’ e Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré e Diego Bruno de Souza Moldes – presos no presídio federal de Catanduvas – deveriam ser deslocados para serem julgados em Manaus e, com a sentença proferida, voltariam para cumprir a pena no presídio de segurança máxima.

A reportagem do EM TEMPO tentou entrar em contato com o titular da SSP, Sérgio Fontes, mas não conseguiu até a publicação desta matéria.

Videoconferência

O primeiro julgamento realizado por videoconferência da Região Norte foi realizado em março do ano passado em Boa Vista (RR), onde o traficante Bruno Almeida da Silva, o “Sarapó”, foi à júri popular no estado, mesmo estando preso na penitenciária federal do Rio Grande do Norte.
Na época, o júri foi realizado a distância porque “Sarapó” é integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e criminoso de alta periculosidade, mesma justificativa usada no caso de “João Branco”.

Ana Sena
EM TEMPO

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