Cultura

Dado Villa-Lobos fala sobre show do Legião Urbana em Manaus

O artista comenta o projeto que está viajando por diversas cidades brasileiras – foto: divulgação

O artista comenta o projeto que está viajando por diversas cidades brasileiras – foto: divulgação

Quem pensou que nunca fosse assistir a um show da banda Legião Urbana, desfeita após a morte de Renato Russo em 1996, hoje pode comemorar e ter a certeza de que vai poder presenciar um momento histórico. De volta aos palcos, os músicos remanescentes da banda se juntaram em um projeto que está rodando por todo o Brasil e que chega a Manaus no dia 26 de fevereiro, no Studio 5.

A turnê Legião Urbana XXX Anos traz um setlist que marcou gerações. Clássicos do rock e principalmente as canções que compõem o primeiro álbum da banda, lançado há 30 anos, farão os fãs se emocionarem.
Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, Dado Villa-Lobos fala sobre o projeto que está viajando por diversas cidades brasileiras, o fato de ter canções do Legião fazendo parte da vida de jovens e também sobre as surpresas que o público vai conferir no show que acontecerá na capital amazonense.

Legião Urbana é uma banda que possui canções que marcaram a vida de muitas pessoas e se perpetuaram. Como é ver o público jovem cantando e sendo influenciado pelas músicas do Legião atualmente?
Dado Villa-Lobos – É fabuloso. É a realização do sonho juvenil de transformar o mundo com sua banda de rock. Temos agora a noção do que significa e representa esse repertório para o público que continua se renovando com o passar do tempo. É o universo, é atemporal e é mágico.

Como surgiu o projeto Legião Urbana XXX anos?
DVL – O projeto surgiu com a possibilidade de lançamento da edição comemorativa de trinta anos do primeiro disco, com lançamento previsto para o mês de março. O projeto inclui o disco original remasterizado e um disco extra com ensaios, programas de TV, demos K7s de Brasília e Rio, a verdadeira história da formação da Legião como banda. Simultaneamente resolvemos nos juntar, eu e Bonfá, montando uma banda que nos acompanha para comemorar, ao vivo pelo Brasil, esses trinta anos intensos de nossas vidas. Após o show em Manaus, seguimos para Belém e a turnê continua Brasil afora.

Além das canções do primeiro álbum do Legião Urbana, o show conta com algum diferencial?
DVL – Montamos a apresentação em duas partes onde na primeira tocamos o primeiro disco na íntegra começando com “Será” e fechando com “Por Enquanto”. Fazemos um curto intervalo de 5 minutos e voltamos com grandes sucessos como “Tempo Perdido”, “Índios” e ainda temos participação de Marina Franco cantando algumas surpreendentes escolhas…

Levar músicos convidados para somar a apresentação, aliás, é uma prática adotada em outras cidades. Além de Marina Franco, algum outro artista vem a Manaus?
DVL – A ideia é compartilhar esse momento com nossos amigos, parceiros, contemporâneos e também novos artistas como Jonnata Doll e Marina Franco, que estará conosco em Manaus.

Como se deu a escolha para que André Frateschi assumisse os vocais para essa turnê?
DVL – O André tem uma história conosco que vem de 30 anos atrás quando esteve em Brasília com sua mãe, a atriz Denise Del Vecchio, que atuava na peça “Feliz ano velho”, de Marcelo Rubens Paiva. André tinha na época 11 anos de idade e ficávamos tomando conta dele no camarim até o momento de tocarmos, na sequência da apresentação da peça. Mas claro que André é um grande artista, intérprete e cantor maravilhoso, tudo a ver conosco e com a ideia do projeto, onde ele tem um destaque mais do que especial.

A banda está produzindo um álbum especial. Ele sai ainda esse ano?
DVL – Serão dois discos comemorativos desses 30 anos do lançamento do primeiro disco, incluindo aí 18 faixas extras com Demos das primeiras gravações no Rio, demos K7s de Brasília. No material, o público vai poder conferir a banda aprendendo a tocar as músicas, as falas filosóficas de Renato sobre o que fomos, seríamos e acabamos “sendo”. É um arquivo de histórica relevância para quem realmente entende quem somos e o que significa o rock ‘n’ roll.

Qual a lembrança que você tem do show em Manaus com a formação original do Legião?
DVL – Nos apresentamos no final dos anos 1980 e claro que foi inesquecível. Duas noites quentes e vibrantes, onde a segunda noite foi uma grande “jam session” cheia de improvisos, alto astral total.

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