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Cunha nega interferência em decisões da CPI da Petrobras

Cunha destacou que as “insinuações da reportagem” beiram a má-fé e negou ser o autor de constrangimentos de parlamentares em busca de sua defesa - foto: reprodução

Cunha destacou que as “insinuações da reportagem” beiram a má-fé e negou ser o autor de constrangimentos de parlamentares em busca de sua defesa – foto: reprodução

O presidente da Câmara dos Deoutados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira (30) que não interfere nas decisões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não participei, não participo, nem participarei de qualquer decisão sobre investigações da CPI, que tem a sua autonomia”, afirmou o deputado, em nota à imprensa.

A manifestação de Cunha foi uma resposta à reportagem veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que destaca que a cúpula da CPI solicitou à empresa de investigação Kroll prioridade às investigações sobre o lobista Júlio Camargo, um dos investigados na Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção na Petrobras.

Cunha destacou que as “insinuações da reportagem” beiram a má-fé e negou ser o autor de constrangimentos de parlamentares em busca de sua defesa. “A participação da direção da Câmara, por meio da Diretoria-Geral, trata somente da contratação administrativa requerida pela CPI, nos termos de sua autonomia”, afirmou, ao citar a contratação da Kroll.

Um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, Júlio Camargo disse, em depoimento na Justiça Federal no Paraná, que Cunha pediu US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da estatal e exigiu pagamento de propina ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

De acordo com a reportagem, os aliados do parlamentar esperam ter as informações da Kroll até o fim de agosto para desqualificar a delação premiada acordada pelo lobista.

Por Agência Brasil

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