Política

Cunha começará votação pelo Norte, mas Nordeste segue no fim da lista

A decisão gerou uma reação imediata dos deputados governistas - foto: divulgação

A decisão gerou uma reação imediata dos deputados governistas – foto: divulgação

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), definiu que a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário seguirá a ordem Norte-Sul, alternada por Estados.

Assim, o primeiro Estado a votar será Roraima e Alagoas, o último. Dentro dos Estados, a ordem de votação dos deputados será a alfabética.

No entanto, cinco Estados da região Nordeste, onde Dilma tem mais apoio seguem sendo os últimos. A Bahia, por exemplo, será o 25º Estado.

“A regra é clara no sentido de que a alternância se dá na própria votação, iniciando-se a chamada pelo Norte ao Sul, alternadamente e vice-versa”, diz Cunha na decisão.

Segundo essa interpretação, será chamado um Estado do Norte seguido de um do Sul. Depois, será chamado novamente um do Sul seguido de um do Norte. Quando se esgotarem os do Sul, seguem os do Centro-Oeste alternadamente com os do Norte e depois os do Sudeste e Nordeste.

A decisão gerou uma reação imediata dos deputados governistas.

“É mais uma manobra de Eduardo Cunha, porque ele sabe que não tem votos para aprovar o impeachment”, disse Orlando Silva (PC do B-SP).

No entendimento dos governistas, o regimento estabelece que a ordem seja Norte-Sul, mas que os do Sul sejam os últimos, numa ordem geográfica que desce do Norte e Nordeste em direção à região Sul.

A ordem da votação importa porque o placar parcial no domingo pode representar uma pressão de última hora sobre os ainda indecisos. Para os governistas, Cunha quer criar uma “onda” favorável ao impeachment durante a votação.

A decisão anunciada no início da tarde foi discutida com partidos de oposição.

Cunha havia definido antes que a chamada começaria pelos deputados da região Sul, deixando Nordeste e Norte para o final. O PT e outros partidos questionaram a medida, afirmando que o objetivo real dele era deixar para o final Estados com tendência pró-Dilma.

Por Folhapress

 

 

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