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Cultura do Amazonas perde o cantor Amílcar Azevedo

O músico se preparava para um novo projeto que estava marcado para acontecer no segundo semestre de 2016 - foto: divulgação

O músico se preparava para um novo projeto que estava marcado para acontecer no segundo semestre de 2016 – foto: divulgação

Após 20 dias internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Rio Negro, faleceu na manhã de hoje (3), o cantor e compositor Amílcar Azevedo, 56. A causa da morte foi uma parada cardiovascular ocasionada por um câncer no pâncreas. O velório está sendo realizado durante à noite, no salão nobre do Centro Cultural Palácio Rio Negro, Centro, e o enterro está marcado para amanhã (4), às 15h, no Cemitério Nossa Senhora Aparecida (Tarumã, zona Oeste).

O músico se preparava para um novo projeto que estava marcado para acontecer no segundo semestre de 2016. A morte de Amílcar Azevedo – que havia passado por complicações após uma cirurgia no pâncreas – pegou de surpresa toda a classe de artistas do Amazonas.

Para o produtor musical Fabrício Nunes, que chegou a produzir vários trabalhos com o músico, o Amazonas perde bastante com a morte de Amílcar Azevedo, uma vez que o trabalho do intérprete servia de inspiração para muitos artistas amazonenses.

“Foi um prazer inigualável trabalhar com o Amílcar. Ele tinha uma voz muito potente e um repertório de muito bom gosto”, disse Fabrício.

Amílcar Azevedo tinha 33 anos de carreira e iniciou suas atividades artísticas nos anos 1980. No começo de sua jornada no meio musical, o compositor apresentava suas canções em bares e restaurantes de Manaus, até ganhar reconhecimento nacional e internacional.

Fabrício Nunes comentou ainda que Amílcar era um grande especialista em Música Popular Brasileira, e que também tinha um grande repertório de música latina.

Já o músico Serginho Queiroz disse que a morte do cantor foi algo repentino, que pegou todos os amigos de surpresa. Conforme ele, Amílcar era um artista maravilhoso, sempre íntegro e bastante profissional.

Serginho conta que fez vários trabalhos com o artista, que é considerando uma das vozes mais marcantes da região, e que a morte Amílcar significa uma perda muito grande para a música amazonense. “Ele era um intérprete único, tinha um timbre muito especial e diferenciado e a maneira dele de interpretar era bem peculiar”, observou.

Para Serginho Queiroz vai ser bastante difícil não poder ver mais Amílcar Azevedo na cena musical da cidade.

O secretário de Estado de Cultura do Amazonas, Robério Braga, afirmou que a pasta disponibilizou todos os espaços para que a família possa fazer a última homenagem ao artista. Braga explica que, com a morte de Amílcar Azevedo, se abre um vácuo, seja como artista, como companheiro de trabalhos voltados para políticas públicas no Estado e também como uma grande pessoa com a qual o secretário de Cultura afirma que teve a honra de trabalhar.

“O Amílcar era uma pessoa muito humilde diante da grandeza que ele representava para a arte musical do Amazonas e para uma arte muito particular que é da interpretação. O falecimento dele é uma perda muito expressiva, que lamentamos profundamente”, disse Robério.

Histórico

Amílcar Azevedo gravou dois CDs. O primeiro, batizado com seu nome, foi lançado pelo extinto projeto “Valores da terra”, e o segundo, “Pérolas do coração”, trazia repertório autoral. O cantor chegou a se apresentar em outros Estados brasileiros e também no exterior, em 2005, quando se uniu a um time de artistas amazonenses para participar do Ano Brasil na França, em Paris. O Clube Municipal e o bar Zero Grau estão entre os locais onde o artista exibia o seu talento.

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