Esportes

Cronômetro trava, mas Brasil é prata por equipe na maratona aquática

Foram quase quinze minutos de agonia do toque na placa de chegada até o anúncio oficial no rio Kazanka- foto: divulgação

Foram quase quinze minutos de agonia do toque na placa de chegada até o anúncio oficial no rio Kazanka- foto: divulgação

Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Diogo Villarinho misturavam olhares apreensivos com sorrisos de interrogação. Na arquibancada, membros da comissão técnica gritavam: “É segundo! É segundo!”.

Foram quase quinze minutos de agonia do toque na placa de chegada até o anúncio oficial no rio Kazanka, porque o cronômetro não registrou o tempo.

O fim da espera compensou. Os técnicos haviam acertado em cheio.

Allan do Carmo, Diogo Villarinho e Ana Marcela Cunha completaram a prova de 5 km em equipe na maratona aquática com o tempo de 55min31s2 e conquistaram a medalha de prata nesta quinta-feira (30), empatados com a Holanda. O trio da Alemanha ficou com o ouro ao cravar 55min14s4.

“Foi um momento de agonia, mas estávamos confiantes porque o pessoal da comissão técnica disse que tínhamos chegado em segundo. A gente estava com um pezinho no pódio”, afirmou Allan.

“Mesclamos minha experiência com a de Ana Marcela, que temos dez anos de seleção, com o Diogo, que tem 21 anos e vem crescendo. Mostra a força que o Brasil tem na maratona aquática”, complementou.

A prata foi a segunda medalha do Brasil no Mundial de Kazan. A outra também foi obtida na maratona aquática, com um bronze de Ana Marcela nos 10 km

Ana Marcela, Allan do Carmo e Poliana Okimoto também conquistaram vaga para os Jogos Olímpicos do Rio-2016.
O trio brasileiro foi o 21º (penúltimo) a cair na água. Na prova, cada equipe larga com diferença de 30 segundos em relação à outra. Por isso, a definição só fica pelo tempo e independe de posições.

Quando os três chegaram ao final, olharam no placar e nada viram. O tempo simplesmente não estava lá. Cerca de 15 minutos depois, houve a confirmação da prata, com invasão de integrantes da comissão técnica à área reservada a conversas com o jornalistas e abraços e xingamentos aos montes.

“O que importa é a medalha, com emoção ou sem”, disse Allan.

O Brasil já havia ido ao pódio da prova de 5 km por equipe no Mundial de Barcelona, em 2013. Na ocasião, havia sido bronze.
As disputas de maratona aquática terminam no próximo sábado, com as provas de 25 km masculina e feminina. São mais chances de medalha para o país, sobretudo com Ana Marcela, que já foi campeã mundial da distância em 2011.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir