Sem categoria

Crise econômica não afeta setor de produtos eróticos

Apesar da crise econômica, setor de produtos eróticos se mantém aquecido, ao contrário dos demais – foto: Alberto César Araújo

Apesar da crise econômica, setor de produtos eróticos se mantém aquecido, ao contrário dos demais – foto: Alberto César Araújo

Em meio à crise econômica pela qual o país atravessa, o brasileiro pode até reduzir as idas ao cinema e shows, jantares românticos, viagens curtas de final de semana, mas uma diversão com certeza ele não deixará de lado, a prática de sexo.

Sozinho ou a dois, a atividade não precisa de muitos recursos, mas pode ser incrementada com produtos eróticos, como géis, óleos, lingeries, ou ainda alguns brinquedinhos para esquentar a relação, como vibradores e massageadores penianos, por exemplo.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme) dá conta de que de que no Brasil vem ocorrendo um comportamento semelhante ao que foi verificado nos Estados Unidos, durante o período de recessão, entre 2008 e 2012. Diante da necessidade de economizar, as pessoas passaram a frequentar mais sex shops e se divertir em casa.

“À medida que a economia americana mergulhou na recessão, mais pessoas ficaram em casa e o produto erótico foi uma espécie de investimento para se divertir em casa com economia”, declara a presidente da Abeme, Paula Aguiar.

Em Manaus, as lojas do ramo de produtos eróticos ainda não têm o que reclamar. De acordo com a vendedora Paula Rodrigues, da Sex Appeal, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, as vendas de produtos eróticos vêm se mantendo, e com a proximidade do Dia dos Namorados – data considerada o Natal do setor, em virtude do aumento maior de vendas -, a procura por cosméticos, lingeries e brinquedos eróticos também vem crescendo.

“Uma noite de prazer mais incrementada não custa muito, aumenta a intimidade do casal, além de fazer com que ele saia da rotina”, destaca Paula, que também chama a atenção para o fato de que ao contrário do que muitos imaginam, os produtos eróticos têm preços bem acessíveis.

Em uma rápida comparação de preços, um jantar a dois em um restaurante badalado, com direito a sobremesa, pode variar de R$ 150 a R$ 200 – já inclusos os 10% do garçom. Por menos de R$ 150, ressalta Paula, o casal pode montar um kit composto de uma fantasia (R$ 40), gel comestível para massagem (R$ 15), massageador peniano (R$ 50), dadinhos (R$ 15) e um pacote com três preservativos (R$ 3).

“As pessoas sempre estarão fazendo sexo, independente ou não de haver crise econômica”, observa Márcia Regina Cardoso, sócia-proprietária da Maria Chic Sex Shop, localizada no bairro São José I, na Zona Leste.

Segundo ela, os casais eventualmente dão um up-grade na relação, e as sex shop têm uma oferta de produtos para todos os perfis, o que também contribui para que o mercado fique aquecido.

Por Sintia Maciel (equipe Jornal EM TEMPO)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir