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Crise econômica irá definir cortes no governo do Amazonas

Governador disse que Amazonas foi um dos Estados mais prejudicados com a crise econômica que tem afetado o Brasil desde 2015 – foto: divulgação - foto: Nathlie Brasil/Secom

Governador disse que Amazonas foi um dos Estados mais prejudicados com a crise econômica que tem afetado o Brasil desde 2015 – foto: divulgação – foto: Nathlie Brasil/Secom

Com estimativa de perdas de até R$ 1,5 bilhão em arrecadação este ano, o governador José Melo (Pros), disse, nessa terça-feira (16), que novos cortes nos gastos públicos serão inevitáveis.

De acordo com José Melo, a redução de custos no Executivo estadual dependerá da análise da arrecadação nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. “Vamos esperar terminar este mês para avaliar e decidir sobre as mudanças. Aí vamos começar novos cortes”, disse.

As declarações foram dadas durante a aula magna da Escola de Contas Públicas (ECP) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Na ocasião, o governador informou que a queda na arrecadação pode acarretar na diminuição dos repasses para os demais poderes.

“O Estado arrecada por meio do governo e a Constituição Federal determina que seja repartida com os poderes Judiciário e Legislativo. Essa repartição é feita de acordo com a arrecadação. Se cai a arrecadação, diminui a verba destinada aos poderes. Se a economia brasileira continuar a declinar e o mês de janeiro reflete isso, não somente eu, mas todos teremos que reavaliar seus custos para adequar as prioridades. No meu caso, as prioridades são Educação, Saúde, Segurança e o interior. Por isso, vamos ter que continuar apertando o cinto”, disse.

José Melo disse que o Amazonas foi um dos Estados mais prejudicados.

“Os juros estão altos e o poder aquisitivo do consumidor baixou ocasionando uma queda de 32% nas vendas de eletrônicos e 17% no polo de duas rodas. Estamos vivendo o momento da segunda onda do tsunami que será a pior com inflação, altos juros e desemprego”, disse Melo.

O governador disse que em 2015 teve de adotar medidas para conter a crise, como fusão de secretarias, diminuição dos cargos comissionados no Executivo e cortes de gastos com passagens aéreas, telefonia e aluguéis.

“Tivemos que apertar o cinto no ano passado para não deixar de pagar a folha de pagamento no final do mês e o 13º salário no fim do ano como aconteceu em vários Estados. Tomamos uma série de medidas que estão refletindo positivamente esse ano. Por exemplo, a ata de registro de preços para alugueis de automóveis que nos levou a economizar R$ 30 milhões. Com as medidas adotadas que foram implantadas na saúde vamos economizar R$ 200 milhões. Mesmo assim a economia continua caindo e continuar assim. Tenho outro plano que pode até incorrer em ter que fazer cortes em áreas que poupei no ano passado”, disse.

 

Por Augusto Costa

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