Economia

Crise econômica faz comércio demitir quatro mil pessoas em Manaus

O gestor também declarou que, em todo o Amazonas, 500 lojas foram fechadas por conta da crise econômica que o país vem atravessando - fotomontagem: Rosianne Couto

O gestor também declarou que, em todo o Amazonas, 500 lojas foram fechadas por conta da crise econômica que o país vem atravessando – fotomontagem: Rosianne Couto

Cerca de quatro mil pessoas foram demitidas no comércio de Manaus no primeiro semestre deste ano, segundo informou o presidente da Câmara de Dirigentes de Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, nesta quinta-feira (7). O gestor também declarou que, em todo o Amazonas, 500 lojas foram fechadas por conta da crise econômica que o país vem atravessando.

Conforme Assayag, a partir dos primeiros dias de agosto, quando o parecer final sobre o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), for anunciado é que se pode pensar em novas perspectivas para o cenário comercial da cidade. “A instabilidade política gera desconfiança de investidores/consumidores. Com menos vendas, é preciso fechar áreas, demitir pessoas”, disse.

Além do fator econômico, há ainda os que apontam as obras de recuperação e pavimentação da avenida Eduardo Ribeiro como um dos indicativos para a baixa demanda no comércio local.  Como é o caso do atendente de estacionamento, Gilberto Melo, 38, que trabalha há um ano e dois meses nas proximidades da rua Joaquim Sarmento, no Centro.

O rapaz afirmou que o fechamento da avenida contribuiu muito para o baixo fluxo de pessoas no local. Segundo ele, pelo “olhômetro”, o movimento nas proximidades caiu em torno de 50%. “Muitas lojas por aqui fecharam e a gora que entregaram a avenida (Eduardo Ribeiro). Mas acredito que os comerciantes não vão voltar a abrir lojas aqui”, disse.

Compactuando do mesmo pensamento, a costureira Carmem Mendonça, 54, disse que os consumidores desistem de comprar no Centro, pois devido às obras demoram a chegar no local desejado.  A mulher comentou ainda que a crise econômica afeta apenas àqueles que não buscam uma alternativa para contorna-la.

Ainda de acordo com o presidente da CDL, a busca por aluguéis de lojas no Centro da cidade tem reduzido muito, o que justifica a quantidade de estabelecimentos fechados e/ou com placas de locações. Mas ao contrário do que pensam alguns populares, Assayag não atribui às obras como ‘vilão’ neste cenário.

“Com a crise, as vendas caíram em torno de 30%. Estas obras afetaram em 10%. Não podemos negar que isso (as obras) não tenha atrapalhado, mas é importante e necessário para o aspecto da cidade. E as pessoas que estão vindo comprar na área, após a entrega das vias, estão gostando do que veem”, declarou.

Por Rosianne Couto

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