Mundo

Crianças encontradas em van na Áustria deixam hospital para evitar deportação

Autoridades da Áustria disseram neste domingo (30) que as três crianças encontradas na sexta em uma van que levava refugiados deixaram o hospital às escondidas.

O veículo levava 26 imigrantes vindos da Síria, Bangladesh e Afeganistão na parte traseira, em péssimas condições. A apreensão ocorreu em uma estrada da Áustria, perto da fronteira com a Alemanha.

As crianças, dois meninos e uma menina com idade entre cinco e seis anos, estavam com problemas severos de desidratação. Após serem medicadas, foram retiradas do hospital pelos pais, que não avisaram os médicos. A família continuará o caminho rumo à Alemanha.

Os outros refugiados encontrados no furgão foram deportados para a Hungria.

David Furtner, porta-voz da polícia local, disse que os pais retiraram seus filhos em segredo, mas que as crianças receberam cuidados médicos e tinham condição estável.

“Eles decidiram seguir em direção à Alemanha. Se eles ficassem, teríamos de fazer perguntas sobre sua origem e seus planos e, dependendo do caso, havia a possibilidade de precisarmos mandá-los de volta para a Hungria”, afirmou Furtner ao “Guardian”.

Erwin Windischbauer, chefe do hospital que recebeu as crianças em Braunau, na Áustria, disse que as crianças poderiam ter ficado no hospital por mais alguns dias. “Elas estavam no caminho da recuperação. Teria sido melhor se ficassem, mas não corriam nenhum risco de vida”.

O motorista da van, um romeno de 29 anos, foi preso. O veículo, um Fiat Ducato, tinha placa da Espanha. Com isso, autoridades do país ibérico ajudarão na investigação do caso.

A van foi encontrada um dia depois da descoberta de um caminhão com 71 corpos em decomposição no país que estavam em decomposição, também na Áustria.

Uma simulação feita pelo jornal “Österreich” deste domingo mostrou que um espaço de 15 metros quadrados completamente fechado, caso do caminhão frigorífico, consegue armazenar oxigênio para 71 pessoas respirarem apenas durante 63 minutos.

 

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir