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Cresce o número de novas empresas no Amazonas

No acumulado do ano até o mês de março, o Amazonas registrou a criação de 55.491 MEIs, conforme dados do Portal do Empreendedor - foto: divulgação

No acumulado do ano até o mês de março, o Amazonas registrou a criação de 55.491 MEIs, conforme dados do Portal do Empreendedor – foto: divulgação

A alta taxa de desemprego no país influenciou no crescimento recorde, em fevereiro deste ano, no volume de abertura de novas empresas, segundo indicador da Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

Das 165.028 novas firmas registradas, 127.581, o equivalente a 70,6%, são de natureza de Microempreendedores Individuais (MEIs), a maioria delas, segundo analistas da Serasa, criada por pessoas que perderam o emprego formal e decidiram apostar num negócio de pequeno porte.

No acumulado do ano até o mês de março, o Amazonas registrou a criação de 55.491 MEIs, conforme dados do Portal do Empreendedor. Segundo o economista da Serasa, Luiz Rabi, enquanto cai o número de criação de novas empresas de natureza jurídica de grande porte, e cresce a taxa de pessoas sem emprego formal, os MEIs, que vinham num crescimento médio de 7%, a partir de maio do ano passado, deram um salto para até 15%, ao mês.

“Os microempreendedores individuais nunca deixaram de crescer desde quando foi criada a lei. Mas, o ritmo mais forte que começou em maio de 2015, coincidiu com o agravamento do desemprego no país”, disse Luiz Rubi.

Para ele, as pessoas que estão perdendo os seus empregos abrem um negócio por uma questão sobrevivência.

No ano passado, os principais negócios regularizados com o MEI, no país, nesse período, de acordo com o economista, foram os serviços de reparo e manutenção, alimentação, salão de beleza, comércio de roupas e perfume e cosméticos. Para este ano, o resultado só será conhecido no final do semestre. “O MEI é uma oportunidade de tirar o autônomo da informalidade. A pessoa que não tinha CNPJ passa a constituir o registro e a ter acesso a linhas incentivadas, como microcrédito e fomento, o que como pessoa física não teria”, explicou.

Sebrae

A gerente de atendimento individual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), economista Ana Paula Rodrigues, disse que a procura para pequenos negócios é a única solução para sobreviver diante do cenário de crise. “Inclusive, temos recebido pessoas com nível superior, com idade mais avançada, que saiu do emprego e busca de informações para montar o próprio negócio”, disse.

A economista observou que novos microempresários, que também procuram pelo MEI, são pessoas que trabalharam ao longo dos anos naquilo que os pais as projetaram e agora passaram a trabalhar com foco naquilo que eles sempre tiveram vontade de fazer.

Diante do conjunto de situações, Ana Paula Rodrigues avalia que a tendência de crescimento de MEIs é de crescimento em até 30%, em 2016, em relação ao ano anterior.

De acordo com o indicador da Serasa, em fevereiro deste ano o número de MEIs totalizou 127.581, crescimento de 17,6% sobre fevereiro de 2015, quando 108.446 novos MEIs surgiram. No mesmo período, o volume de Empresas Individuais foi 8,4% (15.091) maior em relação ao ano passado (13.924).
O nascimento de novas empresas de outras naturezas também cresceu no segundo mês de 2016 e chegou a 8.606 contra 7.624, em fevereiro de 2015: alta de 12,9%.

Por Emerson Quaresma

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