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Cresce em Manaus a inadimplência com mensalidade escolar

O índice de inadimplência, em 2015, aumentou 15% em relação ao ano passado – foto: Diego Janatã

O índice de inadimplência, em 2015, aumentou 15% em relação ao ano passado – foto: Diego Janatã

O pagamento em dia da mensalidade das escolas particulares está mais difícil, em Manaus. Em 2015, a inadimplência aumentou 15% em relação ao ano passado.

Em 2014, o atraso na quitação da mensalidade foi de 8%, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe/AM). No Brasil, segundo dados da Serasa Experian, esse crescimento é de 22,6%. “Atribuímos o aumento desse índice aos efeitos da crise econômica”, disse o presidente do Sinepe, Paulo Sérgio Machado.

Machado disse que o Sinepe não registrou perda de alunos das escolas particulares até setembro deste ano. Ele revelou que os pais negociam descontos de multas e juros para manter as crianças matriculadas. “Há a expectativa dos estabelecimentos de perda para o próximo ano. Perda do emprego e diminuição da renda familiar são fatores que podem fazer com que os pais busquem a escola pública ou escolas privadas com anuidades mais baratas para o seu filho”, comentou.

O presidente do Sinepe destacou que as escolas particulares têm adotado medidas para driblar a crise. Entre as providências está a racionalização de custos, diversificação da oferta de serviços, antecipação da campanha de rematrículas e captação de novos alunos. Ele citou um colégio que investiu na economia de água e luz.

A Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) informou que o Indicador de Novos Alunos na Rede inclui estudantes vindos das redes municipais e privada do Amazonas, além de outros Estados. Com base na série histórica desse indicador, foi criada uma taxa de influência para cada escola.

Desta forma, a matrícula estimada em cada colégio para o ano subsequente conta com esses alunos para a organização das turmas, garantindo, assim, que nenhum aluno fique sem vaga. A secretaria divulgou que o número de alunos novos na rede, em 2014, foi de 99.560 e, neste ano, de 89.236, quase 10,3 mil a menos.

Renegociação
Mãe de duas crianças que estudam em escola particular, a publicitária Janaina Frota, 45, disse que chegou a atrasar a mensalidade dos filhos por duas vezes, mas conseguiu negociar a dívida. “A escola entendeu o meu lado e foi compreensiva. Agora, estou tento manter o pagamento em dia”, contou.

A secretária Daniele Pereira, 33, também atrasou o pagamento de mensalidades. Segundo ela, que divide as despesas da mensalidade com o marido, se o reajuste para 2016 for alto, ela deverá colocar o filho em uma escola pública. “Quero dar ao meu filho um ensino de qualidade, mas não quero ficar inadimplente com a escola. Se o reajuste da mensalidade for alto no próximo ano, terei que colocá-lo em uma escola pública até a crise passar”, comentou.

Por Michele Freitas

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