Economia

Crédito do Pronaf poderá ser quitado com descontos

Produtores de cacau que acessaram o crédito do Pronaf e venderam o produto no valor abaixo de R$ 6,22, ao mercado, podem obter descontos - foto: Ricardo Oliveira

Produtores de cacau que acessaram o crédito do Pronaf e venderam o produto no valor abaixo de R$ 6,22, ao mercado, podem obter descontos – foto: Ricardo Oliveira

Os produtores de cacau da agricultura familiar do Amazonas, que acessaram o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e venderam o produto num valor abaixo de R$ 6,22 ao mercado, têm até o dia 9 de novembro para adquirir um bônus de desconto no pagamento do empréstimo.

O Amazonas está entre os 13 Estados que foram beneficiados, neste mês, no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror), o custo básico de produção do cacau é de R$ 6,22. No mês de julho, o preço médio do quilo da amêndoa de cacau pago aos agricultores familiar e produtores rurais foi de R$ 5,35, de acordo com o boletim informativo de preços recebidos em pesquisa realizada pelas unidades locais dos produtores e consolidados pelo Departamento de Planejamento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam).

O Amazonas conta hoje com 2.710 produtores ou extrativistas de cacau registrados pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O Estado teve uma produção, em 2015, de 1.630 toneladas em 2,7 mil hectares plantados com 1.909 produtores envolvidos, segundo dados da Sepror.

Ao todo, 42 municípios produzem o produto no Estado, entre os principais produtores estão, Coari, Apuí, Urucurituba e Nova Olinda do Norte.

O analista de operações da Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento no Amazonas (Conab-AM), Thomaz Silva, chamou atenção para que o PGPAF seja mais divulgado, pois é um programa que traz benefícios para a agricultura, mas é pouco conhecido por órgãos do governo.

Ele aponta ainda que o Amazonas é um dos Estados que menos é beneficiado com o desconto porque o número de produtores que acessa o crédito rural é bem abaixo, pois o número de bancos no interior é insuficiente e, quando existe, a estrutura é precária e esbarra na burocracia. “Às vezes, o agricultor recebe um desconto na hora de pagar o empréstimo e nem sabe porque também não fala, porque não conhece. O PGPAF precisa ser mais conhecido, mais divulgado, poucos sabem dos efeitos positivos que esse programa tem”, finalizou.

O presidente do sistema da Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas OCB/AM, Petrúcio Magalhães, alertou para a falta de informação que deixa muitos dos beneficiários sem usufruir do bônus de desconto.

“O importante para as cooperativas é terem a informação desse desconto. Às vezes, o produtor não tem essa informação, que é um instrumento importante, e acaba perdendo o prazo”, disse.

Joandres Xavier
Jornal EM TEMPO

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