Política

CPI para investigar gestores de Coari está a um passo de ser criada

- foto: Deputado Abdala Fraxe já conta com pelo menos sete assinaturas, faltando apenas uma, para a instalação da CPI de Coari - foto: divulgação/Danilo Melo/ALE

– foto: Deputado Abdala Fraxe já conta com pelo menos sete assinaturas, faltando apenas uma, para a instalação da CPI de Coari – foto: divulgação/Danilo Melo/ALE

A saga em busca de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), proposta pelo deputado Abdala Fraxe (PTN) para investigar três gestores de Coari está perto do fim. Isso porque para a instalação da comissão é necessário que apenas 8 dos 24 deputados assinem a proposta, o que deve acontecer até a próxima quinta-feira (28).

Dos sete deputados que já assinaram o documento, a reportagem conseguiu apurar pelo menos seis nomes, entre eles, o próprio Abdala Fraxe, Bi Garcia (PSDB), Carlos Alberto (PRB), David Almeida (PSD), Luiz Castro (PPS) e Orlando Cidade (PTN).

Contando com os demais parlamentares que ainda não assinaram, mas confirmaram que logo o documento chegue em mãos assinarão, pelo menos mais cinco deputados estão nessa condição de apoio à propositura, como os deputados Sabá Reis (PR), Platiny Soares (PV), Bosco Saraiva (PSDB), Dermilson Chagas (PDT) e Serafim Corrêa (PSB).

A criação da CPI em Coari, proposta por Fraxe tem a intenção de investigar a situação financeira e administrativa do município, uma vez que de janeiro a abril, a prefeitura teve três prefeitos: Iliseu Monteiro, o “Bat” (PMDB), o vereador mais velho da Câmara; o vereador Carlos Alves Batista, o “Merelo” (PTC) e o atual presidente da Câmara, vereador Iranilson Medeiros (DEM). Nesse período, o município que detém a segunda maior receita do Amazonas, recebeu uma quantia estimada em R$ 50 milhões de recursos provenientes de royalties do petróleo, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), entre outros.

Para o deputado Carlos Alberto, que é do mesmo partido do atual prefeito de Coari, Raimundo Magalhães, o PRB – que não está incluído na investigação -, a concordância com a CPI é uma posição que se justifica ao se defender primeiramente os interesses dos coarienses. “Assinei a propositura em nome do povo que está cansado da malversação do gerenciamento público”, pontuou o republicano.

Já Dermilson Chagas afirma que é importante a criação da CPI para acabar com questões de desvio de quase R$ 50 milhões que entraram nos cofres da prefeitura de Coari, de janeiro a abril deste ano. “É justo para resolver questões que atrapalham Coari e atrapalham Manaus também. Até porque Coari não pode viver uma insegurança jurídica e administrativa, pois quem perde com tudo isso é a sociedade”, defendeu Dermilson.

Cautela

O presidente da Assembleia, deputado Josué Neto (PSD) disse à reportagem do EM TEMPO que ainda não tomou sua decisão e que é preciso cautela, principalmente para conduzir os trabalhos. “Ainda não tenho certeza da posição que tomarei. É preciso cautela principalmente para conduzir o processo”, justificou Neto.

Ligação entre gestor e empresário sob suspeita

Para o deputado José Ricardo Wendling (PT) é preciso que se tenha claro qual o objeto da investigação. “Eu ainda não fui procurado. Quanto à investigação a gente assina, agora é preciso verificar o documento, o objeto do que se pretende investigar de fato”, explicou.

Em Coari

A CPI criada na Câmara Municipal de Coari, em andamento desde o início do mês, investiga a suposta troca de mensagens entre o prefeito Raimundo Magalhães (PRB) e o empresário Thiago Queiroz. A comissão já ouviu o empresário e busca os depoimentos de Magalhães, o representante do município em Manaus, Alexandre Reis e o proprietário do portal em que a denúncia foi divulgada, Sebastião Carril.

Esta semana, os vereadores da base governista entraram com pedido de cancelamento da CPI, alegando que o fato motivador aconteceu antes de Magalhães assumir como prefeito. A assessoria da Câmara informou que o relator da CPI, vereador Robério Queiroz (PRP) pediu vista do processo e deve se manisfestar em 24 horas.

 

Por Moara Cabral Jornal EM TEMPO

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