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CPI da Câmara aprova requerimento para ouvir Marin, que não vai falar

O ex-presidente da CBF foi extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro, após cinco meses preso na Suíça - foto: divulgação

O ex-presidente da CBF foi extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro, após cinco meses preso na Suíça – foto: divulgação

O ex-presidente da CBF José Maria Marin não vai receber a CPI da Máfia do Futebol, da Câmara dos Deputados. Na terça (26), a comissão aprovou requerimento para ouvi-lo nos Estados Unidos, onde cumpre prisão domiciliar.

O requerimento aprovou também que o empresário J Hawilla, delator do esquema de corrupção que levou vários cartolas à prisão, seja ouvido.

Para os deputados ouvirem Marin ou Hawilla, é preciso, primeiro, que a Justiça Americana, que investiga as denúncias de corrupção, autorize. Mesmo com o aval, o depoente pode se negar a falar, que seria a atitude de Marin já que a CPI não tem jurisdição sobre ele, preso e esperando julgamento fora do Brasil.

A CPI do Futebol, instalada no Senado em julho de 2015, também já tentou ouvir Marin fora do país, quando ele estava preso na Suíça, mas desistiu porque ele não falaria e seria gasto dinheiro público à toa para viajar até a Europa.

O ex-presidente da CBF foi extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro, após cinco meses preso na Suíça. Ele é acusado pelo governo americano de participar de um esquema mundial de propinas e subornos no âmbito de comercialização de jogos e direitos de marketing de competições. Marin se declara inocente.

Os deputados que fazem parte da CPI da Câmara tentaram aprovar requerimento que convidasse o técnico da seleção brasileira, Dunga, e o pai do jogador Neymar, Neymar da Silva, para deporem, mas não foi a solicitação não foi adiante.

Por Folhapress

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