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Correios e sindicatos assinam acordo coletivo de trabalho, Amazonas não assina

Os trabalhadores dos Correios de 20 sindicatos assinaram nesta quarta-feira (24) o acordo coletivo de trabalho correspondente a 2014/2015 com a empresa em reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Eles aceitaram a proposta da empresa, de reajuste salarial de 6,5%, a ser pago em forma de gratificação, com reflexos em verbas trabalhistas como férias, décimo terceiro e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Trabalhadores de quatro estados que ainda estavam em greve já acabaram com a paralisação parcial: Mato Grosso, Roraima, Sergipe, e Minas Gerais.

O reajuste não será menor do que R$ 200, mesmo quando o percentual corresponder a quantia inferior. Segundo o ministro Ives Gandra Martins Filho, vice-presidente do TST, que conduziu a mediação, o acordo evitou uma greve nacional da categoria.

Os sindicatos que assinaram o acordo no TST foram os seguintes: Acre, Alagoas, Amapá, Brasília, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Ribeirão Preto (SP), Uberaba (MG), Santa Maria (RS), Santos (SP), Rondônia, Tocantins, Bauru (SP), São Paulo (Capital), Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Segundo os Correios, essas bases representam mais de 70% do total de empregados.

A empresa diz que o movimento, considerado parcial e de curta duração, não causou impacto significativo na distribuição de cartas e encomendas. “Quase toda a carga está em dia em todo o Brasil. Nas poucas localidades onde se registra atraso, a expectativa é normalizar até sábado (27)”, diz a estatal. A empresa continua à disposição dos sindicatos que queiram assinar o acordo.

Estado de greve no Amazonas

O Sindicato dos Correios do Amazonas (Sintec) rejeitaram a última proposta apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de 6,5%, e abono de R$ 200, e permanecem em ‘estado de greve’.

A categoria pede reajuste do piso salarial para R$ 3.079,31, baseado na lista de remuneração de 2014, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aumento do vale-alimentação, reajuste da cesta básica para R$ 400, melhorias no plano de saúde oferecido para a classe e redução na carga horária de trabalho do carteiro.

O Sindicato ainda exige reajuste de 14,4%, mais aumento real de 11,3%, que seria em relação às perdas salariais acumuladas desde 1994.

O Sindicato dos Correios do Amazonas é um dos únicos do país que ainda não entrou em acordo com a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).

Com informações de Agência Brasil.

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