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Correios: carteiros iniciam greve por tempo indeterminado no Amazonas

A categoria exige a abertura de um concurso publico para dar suporte ao quadro de funcionários no AM – foto: Gerson Freitas

A categoria exige a abertura de um concurso publico para dar suporte ao quadro de funcionários no AM – foto: Gerson Freitas

Aproximadamente 200 carteiros da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Amazonas deflagraram na manhã desta terça-feira (24) greve por tempo indeterminado. O grupo realizou um ato publico em frente à sede administrativa da estatal, localizado no Centro, para marcar o início do movimento.

A decisão de greve foi aprovada na última quarta-feira. (22), durante uma assembleia geral, ocorrida na Praça do Congresso. Na ocasião, os carteiros, que na maioria disseram sim a paralisação, reclamam das péssimas condições em que trabalham.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Telégrafos do Amazonas (Sintect-AM), Carlos Clay, a categoria exige a abertura de um concurso publico para dar suporte ao quadro de funcionários que esta defasado há mais de cinco anos.

Outra reivindicação dos trabalhadores é a redução na carga horaria e o ajuste no horário de entrega das correspondências.

“Queremos o fim da escravidão. Precisamos urgentemente que os Correios abram um concurso para contratar mais servidores. O quadro há anos está deficientes e os poucos carteiros que existem no Amazonas estão sobrecarregado s com serviços”, reclamou.

“Além disso, precisamos que a direção ajuste o horário da entrega das correspondências somente para o período da manhã. Não queremos acordo com a direção regional, queremos que o gestor geral da empresa negocie conosco”, salientou.

Em nota, a direção dos Correios informou que, cerca de 87% do efetivo do órgão no Amazonas está trabalhando normalmente nesta sexta-feira (24), apesar da paralisação anunciada pelo sindicato. A presença é aferida por meio de sistema eletrônico.

Segundo o órgão, a entrega de cartas e encomendas está sendo feita normalmente, pois a empresa adotou medidas para garantir a continuidade dos serviços, como a realocação de empregados entre as unidades. Todas as agências estão abertas e o atendimento é normal.

Os Correios consideram o movimento injustificado, já que desde a semana passada a empresa está realizando reuniões com as representações sindicais de todo o Brasil, no Sistema Nacional de Negociação Permanente, em Brasília (DF), inclusive com participação do sindicato do Amazonas.

Por Gerson Freitas

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