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Corpo do menino André, que caiu em bueiro na Zona Norte, é liberado pelo IML

O velório, que será realizado na casa da avó do menino, no Armando Mendes, Zona Norte, e o enterro de André estão programados para amanhã - foto: divulgação

O velório, que será realizado na casa da avó do menino, no Armando Mendes, Zona Norte, e o enterro de André estão programados para amanhã – foto: divulgação

Após um mês de espera chegou ao fim o sofrimento da família do pequeno André Pereira Crescenço, 6, que morreu após cair em um bueiro no bairro Amazonino Mendes, Zona Norte de Manaus. De acordo o diretor do Departamento de Polícia Técnica e Cientifica (DPTC), perito criminal Jefferson Mendes, o corpo do menino foi liberado no final da manhã desta terça-feira (24), após a comprovação do exame de DNA.  A família, entretanto,  só vai retirá-lo na manhã desta quarta-feira (25) no IML, e farão um cortejo na rua onde ele morava.

O enterro de André acontecerá a partir das 13h, no cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste.

“A demora da liberação do corpo do André ocorreu justamente pela falta de documentação legal que a lei exige. Eu não posso liberar um corpo sem ele está identificado. André era adotado e não possuía certidão de nascimento, carteira de vacinação ou outro tipo de documento que o identificasse”, disse.

Mendes explicou que a demora no resultado do exame de DNA da criança, ocorreu porque o corpo do menino já estava em estado de putrefação e foi preciso realizar outro procedimento para colher material genético do osso. O resultado desse tipo de exame pode demorar até 30 dias.

“Realmente o que demorou foi o exame de DNA. Foi feita a primeira extração do material,  levado para a análise, processado, só que como foi feita à extração de um tecido que já estava em avançado estado de decomposição, o exame não retornou com resultados esperados. A gente optou por fazer refazer o exame e como o material genético que fizemos a analise possui um DNA muito degradado, demanda certo tempo”, explicou.

A avó do menino, Albertina Natividade, 53, esteve no Instituto Médico Legal (IML) acompanhando a liberação do corpo. Ela comentou que estava se sentido aliviada, pois agora vai poder enterrar o neto e ficar em paz. “Essa demora deixou a gente muito abalado. Já estávamos arrasados com a perda do André e depois esse processo enrolado para liberar o corpo. Não foi fácil, mas graças a Deus conseguimos”, disse.

Relembre o caso

André Pereira caiu no bueiro no dia 23 de abril, após uma enxurrada, ele teve o corpo levado por mais de 10 quilômetros, sendo encontrado três dias depois, no parque do Mindu, Zona Centro-Sul. O menino jogava bola na chuva com o pai, que precisou ir em casa levar um balde e quando voltou percebeu o sumiço da criança.

Por Michele Freitas

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