Dia a dia

Corpo de engenheiro é velado por familiares e amigos; suspeito de atropelamento continua ‘desaparecido’

Velorio-Heitor-Ione-Moreno

Amigos e familires do engenheiro querem justiça e dizem que vão lutar para que a polícia encontre e prenda o suspeito – foto: Ione Moreno

Familiares e amigos estão reunidos na funerária Almir Neves, localizada na rua Monsenhor Coutinho, Centro de Manaus, para velar o corpo do engenheiro mecânico Heitor Aparecido da Silva, 56. O enterro também será nesta terça-feira (6), no cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste.

Heitor faleceu devido à uma parada cardiorrespiratória no início da tarde de ontem (5), no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lucio, Zona Leste da cidade, onde estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde da tarde do último domingo, quando foi atropelado e arremessado da parte superior do viaduto Gilberto Mestrinho, localizado na mesma zona do HPS.

A esposa do engenheiro, Fabiana Azevedo, 37, estava bastante consternada com a situação e, amparada por amigas, disse apenas que “era difícil falar naquela situação”.
O cunhado de Heitor, Fabiano Azevedo, 39, visivelmente abatido, não quis comentar as investigações que serão realizadas pela polícia em busca do condutor do Honda City – que atropelou e arremessou o engenheiro.

“Estávamos todos concentrados apenas nele [Heitor], acreditávamos que ele ia sair dessa. Isso [as investigações] é parte da polícia”, disse Fabiano ressaltando que, por meio da polícia, obteve a informação de que o suspeito de ter atropelado Heitor e fugido sem prestar socorro, Thiago Dinelly, responde a um processo de 2013, por embriaguez ao volante e teve sua carteira de habilitação suspensa.

“Vamos nos unir agora e lutar por justiça. Ele não podia nem dirigir e o velocímetro do carro dele ficou estagnado no número 100, quando houve a colisão. Temos fotos”, disse um amigo da vítima, identificado como Leandro Azevedo.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, o caso foi registrado no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e transferido para o 11º DIP (que abrange a área onde ocorreu o acidente), mas será investigado pela Delegacia Especializada em Crimes de Trânsito (Deat). Entretanto, as diligências para que o autor seja localizado só serão iniciadas na quinta-feira (8), devido ao feriado prolongado.

“Logo depois do acidente, instaurei um procedimento de tentativa de homicídio, mas como a vítima veio a óbito, cabe ao titular do 11º mudar o artigo e enviar a justiça”, disse o delegado do 9º DIP, Jeff MacDonald, completando que Dinelly deve ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) qualificado, visto que fugiu sem prestar atendimento à vítima e por estar impedido de dirigir.

O acidente

Segundo informações do segundo tenente da 11ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Siqueira Lobo, Heitor teria parado seu veículo, modelo Saveiro, de cor vermelha e placa OAN 1981, para ajudar outro carro, não identificado, que estava em pane. Um terceiro veículo, modelo Honda City, de cor preta e placa OAN 1579, que estava em alta velocidade, colidiu com o Saveiro, e lançou Heitor de cima do viaduto. O homem conseguiu cair em pé, mas fraturou diversas vértebras.

Na ocasião, a vítima foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ao Hospital João Lúcio.

Por equipe EM TEMPO online

1 Comment

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  1. Derik

    7 de setembro de 2016 at 18:03

    Pessoal o modelo do carro não é Honda City e sim Honda Fit

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