Cultura

Corpo de Dança do Amazonas tem programação diversificada para o mês de agosto

 Corpo de Dança apresenta as próximas edições de dois projetos próprios de muito sucesso - foto: divulgação

Corpo de Dança apresenta as próximas edições de dois projetos próprios de muito sucesso – foto: divulgação

No mês de agosto, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e um de seus corpos artísticos, o Corpo de Dança do Amazonas, está repleto de atividades voltadas para o fomento e disseminação da dança no Estado.

Depois de uma temporada de apresentações no Nordeste, no estado de Pernambuco, participando do projeto Caixa Cultural, a convite do Casarão de Ideias, o Corpo de Dança apresenta as próximas edições de dois projetos próprios de muito sucesso: o CDA de Portas Abertas e o projeto Dança, Arte, Escola: espetáculo didático, além da apresentação de espetáculos em teatros, no Centro Histórico de Manaus.

Tudo começa na terça-feira(9), o Corpo de Dança convida os professores e bailarinos da companhia para ministrarem as aulas no projeto CDA de Portas Abertas, que tem como objetivos promover um intercâmbio entre o CDA e estudantes de dança, bailarinos e artistas do estado, mostrar a rotina de uma companhia de dança profissional e atrair o público ao aproximá-lo do artista da dança. Desde 2015, o projeto tem incentivado novos bailarinos a buscarem aprimoramento técnico e artístico, aprofundando estudos relativos à dança e arte em geral.

Participam do projeto Darlan de Araújo Pereira, Tayanne Sanches, Brennon Guimarães, Daianny Meira, Beatriz Gonçalves, Adriano Misrael, Mônica Silva, Ketlen Reis, Glendeara Alfaia, Amanda Santos e Tássia Nascimento. CASARDÁ E SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

Na quarta-feira (10), o Corpo de Dança apresenta seu aclamado espetáculo Sagração da Primavera, de 2013, de Adriana Goes e André Duarte, no hall Centro Cultural Povos da Amazônia, às 14h, dentro da programação da I Mostra Multidisciplinar sobre Povos Indígenas. Em 38 minutos, a Sagração da Primavera é uma releitura da obra de mesmo nome dos russos Vaslav Nijinsky e Igor Stravinsky, imersa na cultura indígena.

Na sexta-feira(12), no Teatro da Instalação, às 10h e às 13h30,  apresenta o projeto DANÇA, ARTE, ESCOLA: espetáculo didático, uma apresentação artística para alunos e professores de escolas públicas seguida de conversa e bate-papo, com os objetivos de promover conversas e reflexões a respeito do processo de criação e preparação de um espetáculo de dança, formar público para apreciação de espetáculos ao longo dos anos ao promover a educação estética através da dança e na formação de cidadãos críticos, reflexivos e participativos na sociedade.

Na ocasião, será apresentado o espetáculo “CASARDÁ ou aqui você compra o tão sonhado sonho, de Alex Soares”, inspirado nas Czardas (música folclórica húngara usada em celebrações matrimoniais) e na lenda das Icamiabas (designação genérica dada a índias que teriam formado uma tribo de mulheres guerreiras que não aceitavam a presença masculina na região Amazônica). Alex Soares compôs uma obra para o CDA que retrata um tema bastante atual, um aspecto do sexismo contemporâneo onde mulheres fogem de padrões estabelecidos pela sociedade como a obrigação do matrimonio e a dependência pelo parceiro masculino em favor de um pensamento mais individualista e focado no crescimento profissional.

No domingo(21), no Teatro Amazonas, às 19h, com entrada franca, haverá apresentação dos espetáculos CASARDÁ e Sagração da Primavera. Na sexta-feira(26), 19h, novamente no Teatro da Instalação, também com entrada gratuita, o CASARDÁ.

No domingo seguinte (28), às 19h, encerrando a programação de agosto com chave de ouro, no Teatro Amazonas, o Corpo de Dança interpreta CASARDÁ ou “Aqui você compra o tão sonhado sonho” e Cabanagem, de Mário Nascimento, que traduz o espírito de resistência, de luta, de revolta e de preservação das culturas do período no qual negros, índios e mestiços insurgiram contra a elite política na Região Norte do Brasil, no período regencial. Diversas batalhas fizeram com que o movimento ficasse marcado pela violência, o que é possível sentir ao longo da apresentação, com movimentos bem marcados e rápidos. O espetáculo tem sua coreografia baseada nas obras ‘Uma breve história do Amazonas’, de Márcio Souza, e ‘No País das Amazonas’, de Marilene Corrêa.

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