Cultura

Corpo de Dança do Amazonas faz espetáculos com entrada gratuita no fim de semana

Um dos espetáculos é a ‘Sagração da Primavera’, que conta a história de uma jovem índia – foto: divulgação

Um dos espetáculos é a ‘Sagração da Primavera’, que conta a história de uma jovem índia – foto: divulgação

Continuando a programação prevista para este mês, o Corpo de Dança do Amazonas faz apresentações gratuitas de seus espetáculos mais aclamados, com entrada gratuita, em teatros do Centro Histórico de Manaus, espaços culturais do Governo do Amazonas, administrados pela Secretaria de Cultura.

Neste domingo (21), no Teatro Amazonas, às 19h, o Corpo de Dança do Amazonas apresenta os espetáculos ‘CASA-DÁ ou Aqui você compra o tão sonhado sonho’ e ‘Sagração da Primavera’. Na sexta-feira (26), 19h, no Teatro da Instalação, localizado na rua Frei José dos Inocentes, próximo à Igreja da Matriz, será apresentado o espetáculo CASARDÁ.  E, no domingo (28), novamente no Teatro Amazonas, às 19h, encerrando com chave de ouro, será interpretado ‘CASARDÁ’ e ‘Cabanagem’. As apresentações no Teatro Amazonas fazem parte da programação especial em comemoração aos 120 anos do monumento histórico, completados esse ano.

Em A Sagração da Primavera, uma jovem índia chamada Worecü, ao menstruar pela primeira vez, é retirada do convívio social e passa a dedicar-se a trabalhos manuais atribuídos às mulheres, num costume característico da tribo Tikuna, chamado Ritual da Moça Nova. Com coreografia assinada pelos bailarinos Adriana Góes e André Duarte, o espetáculo é uma releitura, imersa na cultura indígena, da obra de mesmo nome, dos russos Vaslav Nijinsky e Igor Stravinsky, de 1913. Na trama original, que se passa em tempos remotos, uma garota é levada em sacrifício à divindade primaveril, no auge de um ritual pagão, com o objetivo de conquistar para seu povo uma colheita proveitosa.

Cabanagem, de Mário Nascimento, traduz o espírito de resistência, de luta, de revolta e de preservação das culturas do período no qual negros, índios e mestiços insurgiram contra a elite política na Região Norte do Brasil, no período regencial. Diversas batalhas fizeram com que o movimento ficasse marcado pela violência, o que é possível sentir ao longo da apresentação, com movimentos bem marcados e rápidos. O espetáculo tem sua coreografia baseada nas obras ‘Uma breve história do Amazonas’, de Márcio Souza, e ‘No País das Amazonas’, de Marilene Corrêa.

CASARDÁ, de Alex Soares, é inspirado nas Czardas (música folclórica húngara usada em celebrações matrimoniais) e na lenda das Icamiabas (nome dado às índias que formavam, aqui na região amazônica, tribo de mulheres guerreiras que não aceitavam a presença masculina) e retrata com bastante atualidade o sexismo contemporâneo e a tentativa das mulheres de fugir de padrões estabelecidos pela sociedade, como a obrigação do matrimônio e a dependência pelo parceiro masculino, em favor do empoderamento e conquistas pessoais.

Com informações da assessoria

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