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Coreia do Norte anuncia realização de teste com bomba de hidrogênio

Segundo Pyongyang, a bomba testada era um dispositivo "miniaturizado" – foto: reprodução

Segundo Pyongyang, a bomba testada era um dispositivo “miniaturizado” – foto: reprodução

A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira (6) ter realizado seu primeiro teste “com sucesso” de uma bomba de hidrogênio -com potencial destrutivo muito maior que uma bomba atômica tradicional. Segundo Pyongyang, a bomba testada era um dispositivo “miniaturizado”.

O teste surpresa foi autorizado pessoalmente pelo ditador Kim Jong-Un, exatamente dois dias antes do seu aniversário, informou a emissora estatal norte-coreana.

Mais cedo, um terremoto de magnitude 5,1 foi registrado no país, próximo de uma zona de testes nucleares, levantando suspeitas da realização de um novo teste atômico pelo governo de Pyongyang.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do tremor se situou a nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 quilômetros do condado de Kilju, que abriga a base de testes nucleares de Punggye-ri. O local foi palco dos três testes atômicos realizados até hoje por Pyongyang, o último deles em fevereiro de 2013.

Imagens da TV estatal norte-coreana mostram Kim assinando ordem para teste nuclear.

Repercussão
O anúncio norte-coreano foi recebido com ceticismo por especialistas e suscitou críticas no mundo.

A Coreia do Sul, que vive desde 1953 em estado de guerra com o vizinho do Norte, “condenou com força” o teste e afirmou que irá pedir novas sanções ao país.

No Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe condenou “energicamente” o anúncio e garantiu que o país oferecerá uma “firme resposta” perante o que considera uma “grave ameaça” para sua segurança.

Em comunicado, os EUA reiteraram que condenam qualquer violação das resoluções da ONU e que responderão “apropriadamente” a todas as “provocações” do país asiático.

A China, histórico aliado e principal parceiro econômico da Coreia do Norte, também reprovou o teste e pediu ao regime de Pyongyang que evite ações “que piorem a situação” e mantenha seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.

O Conselho de Segurança da ONU irá, segundo fontes diplomáticas, realizar uma reunião de emergência nesta quarta para discutir o episódio.

O encontro, durante a qual acontecerão consultas a portas fechadas entre os 15 membros do Conselho, foi solicitada por EUA e Japão, afirmou o porta-voz da missão americana na ONU, Hagar Chemali.

Por Folhapress

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