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Copiloto que derrubou avião nos Alpes buscou drogas letais na internet

Andreas Lubitz, o copiloto alemão que derrubou um avião da Germanwings com 150 pessoas a bordo nos Alpes franceses em 24 de março, procurou na internet como ter acesso a drogas letais, como cianeto de potássio, valium e outras combinações de remédios -um indício de que ele planejava se suicidar.

A informação, divulgada pelo jornal alemão ‘Sueddeutsche Zeitung’, foi confirmada pelo promotor de Duesseldorf Christoph Kumpa nesta sexta (12).

Na tarde do dia 23 de março, um dia antes da tragédia, o copiloto também fez buscas on-line com o termo ‘living will’ (testamento em vida), que designa um documento escrito em que um paciente detalha como gostaria que fosse seu tratamento médico em circunstâncias em que ele não pode mais expressar seu consentimento.

VISÃO COMPROMETIDA

Na quinta (11), foi revelado que o Lubitz temia perder sua visão, o que encerraria sua carreira como piloto de avião. Segundo o promotor francês Brice Robin (França e Alemanha investigam em parceria o acidente), o copiloto consultou 41 médicos em um período de cinco anos, sendo que sete deles no mês antes da tragédia – incluindo três visitas a psiquiatras.

O motivo eram os apagões, flashes e visões duplas que ele sofria com frequência, que afetariam sua capacidade de pilotar. Lubitz, porém, não tinha nenhum problema oftalmológico que provocasse as mudanças na visão.

Segundo Robin, os médicos diagnosticaram o copiloto como psicologicamente instável, sendo que outros consideraram incapaz de pilotar. A informação, porém, não foi relatada às autoridades devido ao sigilo médico.

RESPONSABILIDADE

O promotor francês confirmou que o piloto derrubou o avião de forma deliberada, trancando a cabine e impedindo a entrada do copiloto. Para ele, a dificuldade será determinar quem mais poderá ser responsabilizado pela tragédia.

Robin disse que será aberta uma investigação para apurar se houve falhas de procedimentos da Germanwings ou de alguma pessoa que levaram o piloto a voar mesmo com problemas mentais.

Por Folhapress

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