Economia

Contratações para o fim do ano devem cair pela metade no comércio de Manaus

Principal época para o comércio, o período natalino é uma oportunidade - foto: Diego Janatã

Principal época para o comércio, o período natalino é uma oportunidade – foto: Diego Janatã

As contratações temporárias para as vendas de fim de ano no comércio de Manaus vão cair pela metade neste ano em comparação com 2014. De acordo com estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), os lojistas devem contratar, aproximadamente, 3 mil pessoas para vagas temporárias, queda de 50% em relação aos 6 mil admitidos em 2014. “É uma previsão que pode ser modificada, mas a estimativa é essa”, disse o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.

O gerente da loja Visual do Pé, Hélio Quintino, 48, afirmou que as baixas estimativas de contratações são reflexos do movimento fraco nas lojas. Ele observou que, nos anos anteriores, o número de contratados chegava a 20 temporários para o período de fim de ano. “Nesse período, nós teríamos feito as contratações, mas como as vendas não estão boas e o estoque está cheio, não contratamos ainda”, explicou.

A gerente da loja Famy, Nágila Monteiro, revelou que em todas as unidades da empresa para qual trabalha as contratações já foram feitas, porém a quantidade de temporários foi 50% menor do que em 2014.

Por sua vez, a vendedora da loja Jing Variedades, Monica Alcântara, disse que as lojas não estão suportando a queda nas vendas. Segundo ela, ao invés de contratar, os lojistas estão demitindo. “Tínhamos sete funcionários na loja e, agora, temos apenas três”, observou a vendedora, ao afirmar que desde 2003, esse é o pior índice de contratações para o fim do ano.

Queda

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, afirmou que o desaquecimento no número de contratações de temporários é reflexo da queda nas vendas do comércio, que chega a 30%. Ele destacou que a crise força os lojistas a enxugarem os custos. “Se a venda está em 30% a menos no período de natal, então não tem porquê contratar. Se houver contratações, elas serão muito pequenas”, afirmou.

Bicharra ressaltou que a alternativa dos empresários é conversar com os funcionários e pedir que façam hora extra. “Para compensar os funcionários por esse esforço, pode ser pago uma bonificação ou pode se usar o banco de horas, além de outras formas para que o trabalhador se empenhe mais e, assim, não seja necessária a contratação. Um espelho desse momento difícil é que no mês de setembro nós tivemos uma retração no comércio, ou seja, demitimos mais do que admitimos”, disse.

Por Asafe Augusto e assessorias

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