Economia

Contratações e vendas em baixa para o Dia das Mães

O movimento mais fraco no período, em relação a 2015, é sentido pela gerente da loja de Shop da Moda, Marlene Pinheiro - foto: divulgação

O movimento mais fraco no período, em relação a 2015, é sentido pela gerente da loja de Shop da Moda, Marlene Pinheiro – foto: divulgação

A menos de um mês para o Dia das Mães, o segundo feriado mais forte para o comércio, varejistas amazonenses já apontam queda de até 20% no movimento em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, num ano em que a queda nas contrações será em média de 66%, lojistas apostam no velho costume do consumidor, de deixar as compras para a última semana, a fim de alcançar a meta do volume de vendas de 2,5%, conforme expectativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).

O movimento mais fraco no período, em relação a 2015, é sentido pela gerente da loja de Shop da Moda, Marlene Pinheiro. Segundo ela, a antecipação dos presentes das mães não acontece com o mesmo volume. “O movimento está muito fraco em relação aos anos anteriores, principalmente por conta dessa crise”, disse.

Marlene aponta que, além do momento econômico, as vendas vão muito fracas por conta de obras na avenida Eduardo Ribeiro. “Essa obra está atrapalhando muito, porque as pessoas estão evitando vir para o Centro. Mas, acreditamos que nas últimas semanas o movimento vai melhorar e nós vamos pelo menos empatar as vendas deste ano com as de 2015”, observou.

Para enfrentar a crise e alcançar a meta de melhorar 10% o volume de vendas do Dia das Mães, o grupo de lojas de calçados Sapatinho de Luxo aposta na fidelização da sua clientela. De acordo com o gerente da unidade da 7 de Setembro, Junior Magalhães, por conta das estratégias promocionais o movimento está na média dos anos anterior. Por outro lado, ele reconhece que o volume de vendas sofreu um leve recuo.

“Mesmo na crise que vive o país, em datas comemorativas o consumidor sempre procura gastar um pouco mais. E como todos os anos, a nossa expectativa é que na última semana a correria aumente e nós consigamos atingir a nossa meta”, explicou o gerente. Ele reforçou que o objetivo será possível, uma vez que as lojas do grupo do comércio de rua mantêm sempre preços acessíveis, enquanto as dos shoppings realizarão promoções.

O presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, disse que a entidade trabalha com a perspectiva de que as vendas atinjam a meta de 2,5% sobre o ano passado, menor do que a do ano passado, quando o comércio conseguiu vender 4,8% a mais do que 2014.

Em relação às contratações para este período, ele disse que para este ano a média será de apenas 200 pessoas, diante das 600 contratações feitas no ano passado, pelas lojas do centro de Manaus. “As contratações serão bem menores por conta do número de lojas que se propuseram a chamar temporários. Estão todos com muito cuidado e cautela”, avaliou.

Assayag concordou com os lojistas sobre os prejuízos causados ao comércio do Centro por conta das invenções na Eduardo Ribeiro. Segundo o dirigente empresarial, semanalmente a CDL-Manaus acompanha as obras no trecho entre a Monsenhor Coutinho e a 10 de Julho, onde ele espera que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aceite a proposta de proteger com placas de aço, os trilhos que nesse trecho lá foram descobertos, já para as próximas semanas.

Já no trecho entre a Saldanha Marinho e a 7 de Setembro ele espera que o reforço que está sendo feito em galerias não atrase mais o andamento da obra, e que tudo seja liberado até julho.

Por Emerson Quaresma

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