Dia a dia

Contas de água tiram o sono de moradores da Zona Oeste

Valores acima de mil reais, R$ 2 mil, R$ 3 mil e até R$ 5 mil não correspondem à realidade, dizem as famílias – Divulgação

Além de conviverem com as constantes interrupções no abastecimento de água, moradores do conjunto Cidadão 10, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste, reclamam dos altos valores recebidos nas faturas dos últimos dois meses, considerados exorbitantes pelo serviço que é prestado. De acordo com a presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Cidadão 10, Susy Santos, desde a instalação de hidrômetros nas residências, ocorrida no fim do ano passado, as famílias são surpreendidas mensalmente com as contas de água, que variam de R$ 150 a R$ 5,9 mil. Como ninguém realizou o pagamento das faturas de janeiro e fevereiro, a empresa incluiu os CPFs dos consumidores nos órgãos de proteção ao crédito SPC e Serasa.

Amanhã (17), às 15h, órgãos de defesa do consumidor, moradores e a Comissão de Água e Saneamento da Câmara Municipal de Manaus (CMM) estarão reunidos com representantes da concessionária para tratar do assunto.

O problema vem tirando a tranquilidade e provocando diversos constrangimentos aos usuários do serviço. A associação e a pastoral da Igreja Católica do bairro informou, no mês de janeiro, ao Procon-AM que entrou na ocasião com uma ação contra a empresa e acionou o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), para que fosse feita uma investigação mais profunda sobre essa situação.

“É totalmente inaceitável e infundada uma conta de água vir com esses valores absurdos. Todas as casas dessa região são pequenas e nós sobrevivemos com pouca água, que, por sinal, vem do poço artesiano do bairro, e não da rede de distribuição da Manaus Ambiental. Na época em que a empresa anunciou a colocação dos equipamentos, nós sugerimos que fosse cobrada apenas uma taxa, mas eles não aceitaram, justamente para fazer o que estão fazendo agora”, disse Suzy.

A moradora destacou ainda que a taxa de esgoto cobrada na fatura está vindo no mesmo valor da taxa de consumo de água, ou seja, se um consumidor paga R$ 200 de água, pagará R$ 200 também na taxa de esgoto. Outra reclamação dos residentes do conjunto são os diversos vazamentos nas tubulações da empresa, que tiveram início após os serviços feitos no bairro para a implantação dos hidrômetros.

“Essa empresa nunca prestou um serviço de qualidade. Depois que realizaram umas obras aqui no conjunto, as ruas vivem alagadas devido aos vazamentos nos canos. Eles cobram taxa de esgoto altíssima, sendo que nessa região não existe saneamento e tudo é jogado por eles no igarapé”, denunciou a presidente da associação, acompanhada de moradores.

A reunião com a Manaus Ambiental será realizada amanhã, no centro pastoral da Igreja Católica do conjunto Cidadão 10.

A assessoria de comunicação informou que a concessionária não irá se pronunciar sobre o assunto, ao menos até a conversa que deverá ter com os comunitários.

Gerson Freitas
EM TEMPO

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