Economia

Consumo de medicamentos genéricos ainda é baixo em Manaus

média mensal de consumo em algumas drogarias da cidade varia entre 26% e 28%, ainda que o custo dos genéricos seja de até 75% mais barato em comparação com os de marca – foto: arquivo/ABr

média mensal de consumo em algumas drogarias da cidade varia entre 26% e 28%, ainda que o custo dos genéricos seja de até 75% mais barato em comparação com os de marca – foto: arquivo/ABr

Mesmo após 17 anos do seu lançamento no mercado farmacêutico de todo o país, os consumidores amazonenses ainda mantêm uma baixa média de consumo de medicamentos genéricos em relação aos de marca. A média mensal de consumo em algumas drogarias da cidade varia entre 26% e 28%, ainda que o custo dos genéricos seja de até 75% mais barato em comparação com os de marca.

Conforme estudo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, o volume de vendas no país foi ampliado em 343% neste período. O mercado passou de 1.012 bilhão de unidades comercializadas no acumulado dos doze meses em 1999 para 3.477 bilhões (acumulado 12 meses) até abril deste ano.

“Ainda é bem pouco em relação aos demais. Em relação ao preço, existem genéricos que chegam a custar 75% a menos que os das grandes marcas. Então, vale a pena consumir, pois além do custo menor, ele tem o mesmo efeito”, afirmou a gente da drogaria Santo Remédio, Joelma Lopes da Cruz, localizada na avenida Boulevard.

Segundo a gerente, o mercado desse tipo de medicamentos tem crescido nos últimos anos. “Tivemos uma evolução muito grande nas vendas dos genéricos. Tanto é que ele tem a mesma fórmula do que as das grandes marcas de medicamentos, e a tendência é que eles evoluam ainda mais. Além de compra com um custo mais reduzido, ele faz o mesmo efeito”, afirmou.

Conforme Joelma, os remédios mais procurados são os de uso contínuo, geralmente usados por idosos, como os hipertensivos, e para o controle de colesterol. “Temos muitos clientes que já assimilaram a cultura dos genéricos. Eles mesmos já chegam perguntando. Futuramente, os medicamentos começam a perder a patente, então, a tendência é que os genéricos comecem a ganhar a fatia desse mercado no país”, observou.

O aposentado, Luiz Cláudio Vieira, 67, que toma remédio para hipertensão, disse que gasta um média de R$ 300 ao mês com medicamentos. Ele avalia que poderia gastar ainda mais caso não optasse pelos medicamentos genéricos. “Eu não sei o que seria de mim se não fosse esses remédios mais em conta. Hoje em dia tudo sobe, a água, a inflação alta, então o que a gente economiza já é grande coisa. Para um aposentado que gasta de R$ 200 a R$ 300 em remédios, qualquer economia é importante no final do mês”, avaliou.

Por Stênio Urbano e assessorias

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