Economia

Consumidores da BA e do CE não verão queda na conta de luz neste ano

As distribuidoras de energia Coelba e Coelce, que atendem respectivamente os estados da Bahia e do Ceará, tiveram reajustes tarifários concedidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acima da inflação -o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos 12 meses indica uma alta de preços de 9,4%.


Além disso, a alta foi superior ao alívio dado pela retirada das bandeiras tarifárias, que causou uma redução próxima de 10% da conta de luz. Dessa forma, os consumidores desses estados não perceberão neste ano qualquer queda nos valores pagos pela energia.

A tarifa da Coelce, que atende 3,3 milhões de unidades consumidores no Ceará, recebeu um reajuste médio de 12,97%. Para os consumidores residenciais, a alta ficou em 13,64%. Para os industriais ligados às distribuidoras, o aumento será de 12,97%.

Já a tarifa da Coelba subiu, em média, 10,72%. Para os residenciais a alta é de 10,76% e para os industriais é de 10,64%. A distribuidora atende 5,7 milhões de unidades consumidoras na Bahia.

A diferença nos reajustes entre os consumidores residenciais e os industriais se deve à tensão em que a energia é entregue às unidades consumidoras. Quanto maior a tensão, menor o tratamento que essa energia precisa receber. Devido a isso, as tarifas cobradas de indústrias, ligadas na alta tensão, são mais baratas do que pequenos comércios e residências, ligados na baixa tensão. Normalmente, os reajustes também são menores para os industriais.

RIO GRANDE DO NORTE E SERGIPE

Antes da Coelba e da Coelce, a Aneel também aprovou os reajustes da Cosern, que atende o Rio Grande do Norte, e da Energisa SE, distribuidora do Sergipe.

Os consumidores da Cosern sentirão uma alta média de 7,73%, sendo que os residenciais perceberão um aumento maior, de 7,78%, e os industriais um pouco menor, de 7,61%.

A Cosern é responsável por entregar energia para 1,3 milhão de unidades consumidoras.

Entre as distribuidoras que receberam reajustes nesta terça, a Energisa SE foi a empresa que obteve a menor alta.

Na média, a alta ficou em 5,24%, sendo que para os consumidores residenciais o aumento foi de 5,55% e para os industriais foi de 4,74%.

Para esses estados, RN e SE, como os reajustes ficaram abaixo do valor da queda das bandeiras tarifárias, esses consumidores sentirão, já este ano, um alívio nas contas de luz.

Por Folhapress

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